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O Ministério da Saúde afirma que 1 milhão e meio de brasileiros não voltaram para tomar a 2ª dose da vacina

Para alcançar a eficácia observada em estudos, o esquema vacinal precisa ser seguido à risca. (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, informou nesta terça-feira (13), que 1,5 milhão de pessoas não voltaram para tomar a segunda dose da vacina da covid-19 dentro do prazo estipulado pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). A pasta deve elaborar uma lista com dados detalhados de pessoas que descumpriram o intervalo entre as doses em cada Estado.

Sem dar detalhes, Queiroga também disse à imprensa que a Saúde prepara novas orientações para evitar a circulação do vírus, principalmente no transporte urbano. O ministro voltou a se opor à adoção de medidas mais duras, como um lockdown.

Segundo a coordenadora do PNI, Francieli Fontana, mesmo fora do prazo, todos devem retornar para tomar a segunda dose. Ela afirmou que o ministério irá conversar com Estados e municípios para traçar formas de ir atrás de quem está com a segunda dose atrasada. Francieli Fontana será nomeada chefe da secretaria que tratará apenas de assuntos da covid dentro do ministério, área que ainda depende da publicação de uma medida provisória para ser criada.

As vacinas de Oxford/AstraZeneca e a CoronaVac, distribuídas até agora no Brasil, são aplicadas em duas doses, com intervalos distintos. Para alcançar a eficácia observada em estudos, o esquema vacinal precisa ser seguido à risca. O número de pessoas vacinadas com ao menos uma dose contra a covid-19 no Brasil passa de 24 milhões, o equivalente a mais de 11% da população total, segundo dados do consórcio formado por veículos de imprensa.

Queiroga e sua equipe participaram de uma conversa com a imprensa nesta terça-feira. O ministro disse que não há previsão de quando grupos prioritários (cerca de 77,2 milhões de pessoas) serão vacinados. “Com as doses que tenho aí, não tem ainda condições de estabelecer prazo”, disse Queiroga.

A coordenadora do PNI informou que trabalhadores da limpeza urbana devem ser inseridos na lista de prioridades para a vacinação, mas não detalhou qual o tamanho deste grupo – e nem em que momento eles devem ser imunizados.

O ministro disse que há tratativas para tentar antecipar o envio de doses de vacinas. Há expectativa de que países com ritmo de vacinação mais avançado enviem doses ao Brasil de modelos já contratados pelo ministério, em uma espécie de permuta. Mais tarde, o mesmo número de doses antecipadas ao governo federal seriam remetidas a estes outros países.

Queiroga voltou a afirmar que não irá barrar a discussão sobre facilitar a compra de vacinas pela iniciativa privada, mas mostrou ceticismo sobre as chances de empresários conseguirem as doses em plena disputa global pelo produto. “Se é uma lei, não é ‘fura-fila’”, disse Queiroga.

Coordenadora do PNI, Fontana disse que a expectativa do governo é receber 30 milhões de doses de vacinas neste mês dos modelos CoronaVac e Oxford/AstraZeneca. Ela não detalhou se todas seriam entregues pela Fiocruz e pelo Butantan. A Saúde não atualiza mais o cronograma de entrega para todo o ano, como fazia a gestão do ex-ministro Eduardo Pazuello. No site do ministério, há disponível um documento de 19 de março, totalmente defasado, que previa mais de 47 milhões de doses entregues em abril.

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