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Brasil O Ministério da Saúde anunciou a distribuição de mais de 230 milhões de doses de vacina até julho

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A determinação vale até que sejam concluídas as análises de um caso raro de morte de uma gestante de 35 anos por causa de um AVC hemorrágico. (Foto: EBC)

O Ministério da Saúde anunciou nessa quarta-feira (17) que vai distribuir 220 milhões de doses de vacina contra covid-19 até julho, totalizando 230,7 milhões de doses distribuídas até este mês, considerando as 10,7 milhões já enviadas em janeiro. A previsão da pasta é que 11,3 milhões de doses sejam entregues no dia 23 de fevereiro aos Estados. Dessas, dois milhões serão da vacina de Oxford, importada da Índia, e 9,3 milhões da CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan, de São Paulo.

Em reunião virtual com governadores, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou também que o governo federal deve assinar contrato ainda nesta semana com a União Química, que produz a vacina Sputnik V, e com a Precisa, responsável pela indiana Covaxin. O cronograma do primeiro semestre já prevê as doses fornecidas por essas farmacêuticas. As primeiras 400 mil da Sputnik V já chegariam ao País em março, vindas da Rússia. Já a Precisa deve entregar 8 milhões de doses da Covaxin naquele mês.

“Totalizaremos até 31 de julho quase 231 milhões de doses de vacinas contra a covid-19, ou seja, o suficiente para dar tranquilidade de proteção à população contra essa doença”, afirmou o ministro Eduardo Pazuello em nota enviada pelo Ministério da Saúde.

Na terça-feira (16), diversas cidades interromperam a vacinação devido ao fim dos estoques de vacinas contra covid-19. Além do Rio de Janeiro, que havia divulgado a decisão no domingo (14), Salvador (BA) e Cuiabá (MT) anunciaram que dependem de novas remessas do Ministério da Saúde para dar prosseguimento à primeira fase da vacinação.

O governador do Piauí e representante do Fórum de Governadores, Wellington Dias, afirmou que o cronograma estabelecido pelo ministro garante a conclusão da primeira fase do plano de imunização até abril.

Até segunda-feira (22), diz o governador, o Ministério da Saúde vai repassar aos Estados a quantia de doses que cada um deve receber dentro da previsão apresentada nessa quarta. Ele afirmou ainda que a Fiocruz e o Butantan garantiram a regularidade no recebimento do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) para a produção de vacinas.

Wilson Lima (PSC), governador do Amazonas, afirmou que a reunião amenizou o clima entre os governadores e Ministério da Saúde.

“Faltava uma indicação de quantidade e de prazo, por mais que seja um prazo que se dilate, pelo menos os governadores podem se programar e ter uma previsibilidade. Isso arrefece qualquer animosidade e dá uma resposta não só para os governadores, mas para população”, disse.

Durante a reunião, segundo governadores, o ministro afastou a possibilidade de Estados adquirirem doses individualmente, o que era um pleito dos governadores. Segundo ele, caso os Estados negociem a compra de imunizantes, eles deverão ser disponibilizados ao Plano Nacional de Imunização (PNI).

“Ele [Pazuello] disse que, independente de quem pague a conta, as vacinas devem ir para o Plano Nacional de Imunização. Até aí eu não discordo, o problema é a falta de iniciativa, a lentidão seja do ministério ou da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) nesse processo de negociação com os laboratórios. Todos os países do mundo começaram a negociar a aquisição de vacinas o ano passado com os laboratórios. O que inquieta os governadores é isso”, afirmou o governador da Bahia, Rui Costa (PT), que tem uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para obter autorização para compra de doses da vacina Sputnik V.

Caso firme o contrato de compra da Sputnik V e da Covaxin, o Ministério da Saúde contrariará o discurso que tem adotado nos últimos meses de que só vai adquirir vacinas autorizadas pela Anvisa. Atualmente, a União Química, responsável pela Sputnik V, está com avaliação do imunizante parada na agência por falta de dados. A Precisa também está reunindo dados para pedir formalmente à agência a permissão para conduzir estudos de fase 3 no Brasil. A condução de estudos de fase 3 para obtenção de autorização emergencial de uso deixou de ser obrigatória no início do mês, mas a farmacêutica manifestou intenção de desenvolver essa etapa de pesquisa no País.

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