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O Ministério Público Eleitoral voltou a dizer que Lula está inelegível

O MPE (Ministério Público Eleitoral) voltou a se manifestar contra a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência. O parecer é assinado pelo vice-procurador-geral eleitoral Humberto Jacques de Medeiros, que cita a Lei da Ficha Limpa. O documento foi anexado no processo do pedido de registro de candidatura em trâmite no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

No mesmo processo, a procuradora-geral da República e procuradora-geral eleitoral, Raquel Dodge, já tinha pedido na semana passada que Lula fosse barrado da disputa presidencial deste ano. Também solicitaram a mesma coisa o Partido Novo e o candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL). O relator é o ministro Luís Roberto Barroso.

Outras quatro pessoas, entre elas Kim Kataguiri, do MBL (Movimento Brasil Livre), e o ator Alexandre Frota, também já tinham contestado a candidatura de Lula, mas em processos à parte. Esses casos eram relatados inicialmente pelo ministro Admar Gonzaga, mas depois foram encaminhados também para Barroso. Além dos três pedidos feito no registro de candidatura e dos quatro que trocaram de relator, já houve mais três novas contestações à candidatura de Lula no TSE, totalizando dez.

Em julho do ano passado, o juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava-Jato na primeira instância, condenou Lula a nove anos e meio de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo do triplex do Guarujá (SP). Depois o TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), que compõe a segunda instância e tem sede em Porto Alegre, elevou a pena para 12 anos e um mês. Em abril, após o TRF-4 rejeitar recurso e o Supremo Tribunal Federal rejeitar um habeas corpus preventivo, a prisão foi decretada e Lula se entregou. Ele cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

Indulto

O pré-candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) afirmou, em vídeo publicado em suas redes sociais nesta segunda-feira (20), que PSDB e PT trabalham para conseguir um indulto para o ex-presidente Lula e todos os condenados nos escândalos do Mensalão e do Petrolão. A declaração é uma resposta ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que em entrevista admitiu um acordo entre PSDB e PT contra o capitão do exército.

“Essa é a união do mensalão com o petrolão. É a certeza de que PT e PSDB são farinha do mesmo saco. Na verdade, o grande projeto deles é o indulto para Lula e os condenados no mensalão e petrolão. É a certeza de que o Brasil é deles e não de nós, brasileiros”, disse o candidato.

Bolsonaro reforçou seu vínculo com o eleitorado mais conservador e pediu união para derrotar petistas e tucanos que, segundo ele, “trabalham contra a família”, “favorável à ideologia de gênero” e estão “metidos até o pescoço com corrupção”.

“O grande ensinamento que temos disso daí é que nós, pessoas de bem, que são a grande maioria do Brasil, devem se unir por ocasião dessa corrida presidencial. Eles continuarão fazendo de tudo para me tirar de combate”, disse Bolsonaro, convocando a militância a se mobilizar pelas redes sociais.

 

 

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