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O ministro da Economia, Paulo Guedes, faz um “giro institucional” com chefes de poderes para construir diálogo pela Previdência

A estratégia do governo é, após conversas com governadores e prefeitos, focar em “alinhar a relação institucional” com os poderes para aprovar a agenda econômica. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, faz nesta semana um “giro institucional” com chefes dos poderes para tentar construir o diálogo a favor da reforma da Previdência Social. Na segunda-feira (04), por exemplo, Guedes marcou um jantar com o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli – que já falou em “pacto” entre os poderes pela Previdência.

Toffoli também discutiu o assunto com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), no domingo (03). A estratégia do governo é, após conversas com governadores e prefeitos, focar em “alinhar a relação institucional” com os poderes para aprovar a agenda econômica.

Nesta terça-feira (05), ocorre um encontro com Rodrigo Maia. E também Guedes deve conversar com Davi Alcolumbre. A discussão da previdência começará na Câmara dos Deputados. O secretário da Previdência, Rogério Marinho, vai se reunir  com o deputado Artur Maia, relator da reforma da previdência na Câmara no governo do presidente Michel Temer.

O líder do governo na Câmara, deputado Major Victor Hugo, já disse que uma das possibilidades do governo é aproveitar trechos da reforma da previdência do governo Temer. Marinho quer ouvir o deputado sobre a proposta da Previdência.

Jantar

Na segunda-feira, Toffoli jantou em um restaurante em Brasília com Paulo Guedes e com o assessor especial do ministro da Economia, Guilherme Afif. Afif afirmou que, entre os temas, além da Previdência, eles trataram do pacto federativo e da identidade civil biométrica.

“Três assunto básicos: o pacto federativo e as consequências que isso traz para o STF; a previdência, mais do que prioritário e um assunto que é caro para o ministro Toffoli que é a identidade civil nacional, a biometria, que virou prioridade da agenda de desburocratização da área econômica também”, disse Afif.

Maia e líderes

Na quarta-feira (06), Maia deve se reunir com os líderes na Câmara para discutir a pauta da Casa. Em entrevista à GloboNews, após ser reeleito, disse que, somente com os votos da base do governo, poderá ser difícil aprovar a reforma da Previdência, em especial porque o governo de Jair Bolsonaro mudou a forma como organiza a base de apoio.

As mudanças nas aposentadorias e pensões serão analisadas em uma PEC (proposta de emenda à Constituição), que exige o voto de ao menos 308 dos 513 deputados em dois turnos.

O texto da reforma da previdência, segundo o blog apurou, ainda está em aberto. Os técnicos da Fazenda tratam os textos que estão em discussão como uma “base jurídica”. Quando o texto for fechado, ele será submetida ao presidente Jair Bolsonaro, após ele se recuperar de sua cirurgia. O ministro da Casa Civil disse que a expectativa é enviar o texto ao Congresso ainda em fevereiro. As informações são do blog da jornalista Andréia Sadi.

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