O governo está disposto a avaliar as propostas dos Estados para a superação da grave crise financeira que enfrentam, desde que as autoridades locais adotem “medidas duras” de ajuste nas suas contas. A afirmação foi feita nessa quarta-feira pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.
“A proposta é um ponto de partida para uma renegociação”, frisou Meirelles. “Precisamos equacionar a questão mas o governo federal também tem limitações. É necessário que os Estados tomem medidas duras. Vamos fazer as contas, porque tudo tem um custo, o aumento do déficit e da dívida.”
Estados como Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Rio, São Paulo e Minas Gerais reivindicam a carência de um ano no pagamento dos juros da dívida. Meirelles sinalizou, porém, que as tratativas pressupõem contrapartidas fiscais. “São necessárias mudanças estruturais e administrativas de ambos os lados. Os números estão sendo testados pela equipe econômica”, assegurou.
Histórico
Meirelles mencionou a ampla negociação de dívidas estaduais com os bancos e a União, na década de 1990. “O momento atual corresponde a uma nova rodada”, analisou. “Não vamos anunciar medidas bombásticas no primeiro, segundo ou terceiro dia, sob o risco de frustar expectativas.” (AG)
