Ícone do site Jornal O Sul

O ministro da Saúde descarta deixar o cargo e diz: “médico não abandona paciente”

Ministro intensificou a entrega de algumas promessas da pasta, como o envio de respiradores, para não deixar o ministério acusado de má gestão. (Foto: Divulgação)

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, descartou nesta sexta-feira (3) deixar o governo do presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia do novo coronavírus, afirmando ter aprendido a lição que “médico não abandona paciente”.

“Quanto a eu deixar o governo por minha vontade, tenho uma coisa que aprendi com meus mestres: médico não abandona paciente”, disse ele, em entrevista coletiva no Palácio do Planalto, ao ser perguntado sobre os conflitos recentes com o presidente e a possibilidade de deixar o cargo.

Na quinta-feira, o presidente admitiu, em entrevista à rádio Jovem Pan, que está “se bicando” com o ministro da Saúde sobre a melhor forma de condução das políticas para enfrentar o coronavírus.

Bolsonaro tem defendido o relaxamento medidas de isolamento social, enquanto Mandetta segue pregando essas ações para reduzir o contágio do vírus.

Campos opostos

O Ministério da Saúde, comandado por Luiz Henrique Mandetta, tem uma aprovação mais de duas vezes superior à atribuída ao presidente Jair Bolsonaro em meio aos esforços de combate à pandemia de coronavírus que colocou presidente e ministro em campos opostos, mostrou pesquisa do instituto Datafolha divulgada nesta sexta-feira.

De acordo com o levantamento, 76% dos entrevistados aprovam o desempenho da pasta, número que era de 55% na pesquisa anterior feita entre 18 e 20 de março. Já Bolsonaro viu sua aprovação oscilar para baixo dentro da margem de erro, de 35% para 33%, mostrou a pesquisa publicada no site do jornal Folha de S.Paulo.

Ao mesmo tempo, a reprovação ao Ministério da Saúde foi de 12% para 5% e o percentual dos que avaliam a pasta como regular de 31% para 18%. No caso de Bolsonaro, a reprovação passou de 33% para 39% e o percentual dos que avaliam seu trabalho como regular de 26% para 25%.

Bolsonaro tem defendido o fim do isolamento social para conter o avanço do coronavírus, ao passo que Mandetta tem se colocado a favor a medida. O presidente disse em entrevista à rádio Jovem Pan na quinta que falta humildade ao titular da Saúde, que ele deveria ouvi-lo mais e afirmou que Mandetta “extrapolou”.

O Datafolha ouviu 1.511 pessoas por telefone entre quarta-feira e esta sexta. A margem de erro da pesquisa é 3 pontos percentuais. As informações são da agência de notícias Reuters.

 

 

Sair da versão mobile