Em sua primeira visita a um Estado brasileiro como titular da pasta da Saúde, o ministro Nelson Teich afirmou na noite de domingo (3), em Manaus (AM), que nesta semana o governo inicia o processo de testes para a investigação de presença de coronavírus em um universo entre 20 milhões e 21 milhões de pessoas. Segundo ele, caberá ao IBGE designar os grupos que farão os exames.
“Serão priorizados os grupos de maior risco, como profissionais de saúde e segurança”, disse o ministro, acrescentando que não gosta de usar o termo “testagem em massa”, uma vez que a medida atingirá uma pequena parte da população.
Ao lado governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), e do secretário-executivo do Ministério da Saúde, Eduardo Pazuello, Teich informou que, na semana vem, o governo receberá uma avaliação preliminar sobre o uso de hidroxicloroquina para o tratamento de pacientes acometidos pela Covid-19. Ele destacou que os estudos sobre o tema estão sendo realizados em um pool de quase cem hospitais.
“Devemos ter uma avaliação preliminar, uma informação melhor sobre a eficácia do produto. O Brasil participa de programas mundiais não só com a hidroxicloroquina, mas com outros medicamentos em que hoje há expectativa de poder mudar a história da doença. Isso porque, hoje, o melhor que poderia acontecer seria surgir um remédio que funcionasse. Isso mudaria essa história que a gente está vivendo da noite para o dia”, afirmou.
Teich também lembrou que, em todo o mundo, há pesquisas de vacinas para proteger as populações da doença. Ele assegurou que o governo brasileiro está monitorando e não perderá tempo, caso surja uma possibilidade de vacinação.
“Vamos nos antecipar e contactar essas indústrias, para que tenhamos um pedaço disso quando surgir uma possível vacina. Caso contrário, podemos ficar a reboque de países mais ricos, por exemplo, que podem ter tido negociações anteriores e pagar mais caro. Vamos atuar para que o Brasil tenha acesso imediatamente ao que pode acontecer”, disse.
O ministro admitiu que a descoberta de uma vacina vai demorar. Mas ressaltou que o governo federal vem trabalhando para tentar resolver problemas localizados no país. Daí sua visita ao Amazonas, estado que vem enfrentando dificuldades extremas nessa pandemia.
“Hoje mapeamos o Brasil inteiro, de forma detalhada, e já conseguimos antecipar locais onde possivelmente a doença vai crescer rápido e sobrecarregar o sistema. Vamos intervir precocemente, para evitar que danos maiores aconteçam.”
O ministro da Saúde embarcou para Manaus com 112 profissionais que farão parte de um total de 267 médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem, fisioterapeutas, farmacêuticos e biomédicos que se cadastraram na estratégia “O Brasil Conta Comigo”. De acordo com o governador amazonense, a chegada dessas pessoas ao estado ampliará a capacidade de atendimento. “Vamos alinhar as três esferas: federal, estadual e municipal.” As informações são do jornal O Globo.
