Nessa quarta-feira, durante um evento de Direito em Lisboa (Portugal), o ministro das Cidades, Bruno Araújo, disse estar constrangido por ter o seu nome mencionado na Operação Lava-Jato pelos delatores da empreiteira Odebrecht.
“Algumas pessoas consideram natural o processo de investigação porque isso faz parte da democracia, mas eu tenho repetido que as pessoas com vergonha na cara só podem se constranger”, declarou. “Isso vale sobretudo quanto a imputações que não têm qualquer conexão com os depoimentos. É evidente que estou mais do que constrangido.”
Ele também confirmou ter solicitado ao STF (Supremo Tribunal Federal) que o seu inquérito seja separado dos demais na força-tarefa. “Politicamente, é importante para mim e para ministro das Relações Exteriores, senador Aloysio Nunes, o distanciamento da Operação”, argumentou. “Trata-se de uma questão muito mais política que jurídica. Fatos eventualmente imputados a nós, e que são fortemente repelidos, não têm qualquer conexão a tudo que houve com a Petrobras.”
