O ministro do Planejamento, Romero Jucá, disse que está “muito tranquilo quanto a qualquer investigação” ao comentar a autorização dada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) para a quebra de seus sigilos bancário e fiscal em um inquérito que investiga fraude no repasse de emendas parlamentares.
“Não há demérito em ser investigado. O demérito é ser condenado. Não tenho nenhuma relação com essas questões. Estou muito tranquilo. Se não estivesse tranquilo não teria assumido a presidência do PMDB e comprado a briga que comprei”, afirmou Jucá.
A pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o ministro Marco Aurélio, do STF, autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Jucá, no período de março de 1998 a dezembro de 2002. De acordo com o inquérito, Jucá disponibilizou emendas parlamentares para destinar recursos federais para o município de Cantá, em Roraima. Em troca, o senador teria recebido parte das verbas por meio de licitações superfaturadas.
Respondendo sobre o tema, Jucá disse que nas democracias, “qualquer servidor pode ser investigado”, apontando que prestou todas as informações pedidas pelo Ministério Público Federal e que apoia a Operação Lava-Jato, que “mudou a relação entre políticos, empresas e empresários”.
