O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, disse nesta terça-feira (23) que o governo vai dar “transparência infinita” aos números da pandemia do novo coronavírus.
Pazuello falou à comissão do Congresso que acompanha as ações e os gastos do governo relacionado ao combate da crise gerada pela Covid-19.
“Os números já estão disponíveis integralmente, mas, agora, nós vamos disponibilizar, na mesma plataforma, todos os dados do Ministério da Saúde. A transparência vai ser infinita”, afirmou o ministro.
Segundo Pazuello, parlamentares, empresários e cidadãos comuns poderão acompanhar “cada centavo” aplicado e distribuído a Estados e municípios.
No início de junho, o governo mudou o sistema de divulgação dos números da pandemia, o que gerou críticas de especialistas e autoridades da área da saúde. Uma das alterações que o governo implantou foi divulgar somente os casos e mortes confirmados nas 24 horas anteriores. O governo voltou atrás após o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar a volta ao modelo anterior de divulgação.
Nesta terça, Pazuello garantiu que o Ministério da Saúde continuará a informar número de mortos pela doença na data de óbito e no dia do registro da morte.
“Não vamos deixar de apresentar a curva com as variações do registro e vamos também apresentar a curva com a data do óbito. Não há mudança de dados epidemiológicos”, afirmou na comissão.
O Brasil teve 1.374 novas mortes por Covid-19 registradas nas últimas 24 horas, de acordo com atualização do Ministério da Saúde divulgada nesta terça. Com esses acréscimos às estatísticas, o País chegou a 52.645 óbitos em função da pandemia do novo coronavírus.
O balanço também teve 39.436 novos casos registrados, totalizando 1.145.906. O acréscimo de pessoas infectadas marcou uma variação de 3,5% sobre o número de segunda-feira (22).
Interinidade
O ministro disse ainda que fica no cargo até o presidente da República, Jair Bolsonaro, decidir demiti-lo.
Pazuello comanda o Ministério da Saúde desde o dia 15 de maio quando Nelson Teich anunciou sua saída do governo. A condição de interino, porém, só foi oficializada quase 20 dias depois, em 3 de junho.
“O tempo que ele precisar de mim aqui é obvio, não tenho nem como dizer não. Estou na ativa e a ordem deve ser cumprida. A opção não existe. Existe a opção de o presidente determinar e querer que eu fique fazendo os trabalhos”, disse aos parlamentares.
