O ministro da Economia, Paulo Guedes, reforçou mais uma vez a importância do avanço da vacinação em massa para o retorno do trabalho e para a retomada da atividade econômica. Para ele, é obrigação do governo vacinar os trabalhadores informais nos próximos quatro meses.
“Mesmo com a cobertura que vamos estender, mais do que nunca, temos que evitar a crueldade do dilema que é: ou fica em casa com dificuldades para manutenção da sua sobrevivência pessoal, ou vão sair arriscado a perder a vida pela covid. Então, a vacinação em massa tem que ser acelerada ao máximo para garantir a chance de sobrevivência e o retorno seguro ao trabalho, principalmente para as camadas mais vulneráveis”, justificou o ministro.
Nas palavras do ministro, há uma “assimetria de informação” entre a população de alta, média e baixa renda. Segundo Guedes, enquanto as pessoas de maior renda toleram melhor o distanciamento social, as pessoas de classes mais baixas “têm um desejo desesperado pelo trabalho”, daí a necessidade de vacinar em massa os trabalhadores informais e os demais beneficiários do auxílio emergencial.
Ele destacou que os brasileiros no mercado de trabalho informal são considerados mais vulneráveis à disseminação do novo coronavírus, uma vez que têm maior dificuldade de cumprir o isolamento social, já que dependem de trabalhos na rua para manter uma renda mínima de sobrevivência.
“Temos que evitar a crueldade do dilema que é: ou fica em casa com dificuldades para a manutenção da sua sobrevivência ou vão sair arriscando a vida”, argumentou.
Segundo a Receita Federal, a arrecadação teve o melhor fevereiro da séria histórica, iniciada em 2000, neste ano. Guedes explicou que a economia brasileira estava começando a decolar quando foi atingida pela segunda onda da pandemia de covid-19. O ministro disse, então, que é preciso acelerar a vacinação de forma a controlar a pandemia e, assim, permitir a recuperação econômica.
Guedes também admitiu que, apesar da recuperação econômica nos dois primeiros meses do ano, a atividade deve registrar nos próximos dias os impactos negativos do recrudescimento da pandemia. No ano passado, a crise econômica causada pela pandemia resultou em uma recessão de 4,1%.
“Devemos sofrer algum impacto já na segunda quinzena de março e, possivelmente, no mês de abril. Quero deixar aqui muita ênfase na necessidade de vacinação em massa”, reforçou.
