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O mundo procura por destroços: espaçonave russa desgovernada entrou na atmosfera sobre o Pacífico e se desintegrou

Pelo padrão orbital da Progress, havia chances de pedaços caírem até mesmo no Brasil. (Foto: Reprodução)

O mundo parou para olhar para o céu, à espera da queda da espaçonave russa descontrolada, a Progress M-27M. Segundo o SatView, site de rastreamento mundial de satélites, o início de sua entrada na atmosfera da Terra ocorreu por volta das 21h20 de quinta-feira, no Mar de Bering, extremo norte do Oceano Pacífico, entre o Estado americano do Alasca e a Rússia.

Comunicado da Roscosmos (agência espacial russa) revela fim da espaçonave: “A nave Progress M-27M deixou de existir às 05h04 de Moscou [23h04 Brasília de quinta-feira] de 8 de maio de 2015. Sua entrada na atmosfera ocorreu sobre a parte central do Pacífico”.

Pelo padrão orbital da Progress, havia chances de pedaços caírem até mesmo no Brasil. Mas era difícil prever a exata localização, já que o objeto orbitava a velocidade de 25 mil quilômetros por hora, aproximadamente, ou seja, dava uma volta completa na Terra em menos de uma hora e meia.

“A grande parte da destruição ocorre a uma altura de 70 a 80 quilômetros. E um número limitado de componentes da máquina ‘sobrevive’. Os destroços são espalhados por enormes distâncias, de até 1 mil quilômetros. É possível encontrar um pedacinho a cada cem quilômetros”, disse Holger Krag, chefe da Agência Espacial Europeia.

A espaçonave ficou descontrolada logo após ser lançada, dia 28 de abril. Com 7,3 toneladas, incluindo as 2,5 toneladas de suprimentos que levava para a ISS (Estação Espacial Internacional), a Progress deveria chegar à plataforma seis horas depois de sua decolagem.

Cargueiro russo Progress M-27M, que foi lançado dia 28 de abril. (Foto: Reprodução)

A Roscosmos diz que o voo a partir do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, até o espaço, foi normal. Porém, 1,5 segundo antes da separação da nave do foguete, houve perda de dados do sistema que enviava informações para a Terra. As naves Progress, usadas há 35 anos, são um orgulho para a Rússia. Só ocorrera um acidente, em 2011. (AD)

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