O novo ministro da Educação defende a criação de conselhos de ética em “todas as escolas” e um Ministério da Educação com menos Brasilia e mais Brasil. Essa é a proposta do filósofo colombiano Ricardo Vélez Rodríguez, indicado pelo presidente eleito Jair Bolsonaro para cuidar da educação do País a partir de janeiro de 2019 .
Vélez estudou filosofia na Universidade Pontifícia Javeriana. Fez mestrado na PUC do Rio e doutorado na Universidade Gama Filho. Tem no currículo atividades no Centro Raymond Aron , em Paris.
Crítico do PT e do marxismo, escancara o posicionamento em seu blog “Rocinante”, criado em 2009 – cujo nome é uma homenagem ao cavalo de Dom Quixote, personagem do livro do espanhol Miguel Cervantes. Ele qualifica o blog como ” um espaço para defesa da Liberdade, da forma incondicional em que Dom Quixote fazia nas suas heroicas empreitadas!”
Já fez no blog a defesa da escola sem partido, uma obsessão do presidente eleito Jair Bolsonaro. Para Vélez, trata-se de providencia fundamental, porque “o mundo de hoje está submetido, todos sabemos, à tentação totalitária, decorrente de o Estado ocupar todos os espaços, o que tornaria praticamente impossível o exercício da liberdade por parte dos indivíduos”.
Institucionalizar a reflexão
O filósofo colombiano, naturalizado brasileiro, chegou aqui em 1979. Depois de quase quatro décadas no Pais, defende que todas as escolas brasileiras devem ter ” Conselhos de Ética”, para zelar pela educação moral dos alunos. “Não se trata de comitês de moralismo, nem de juntas de censura. Trata-se de institucionalizar a reflexão sobre matérias éticas e acerca da forma em que cada escola está correspondendo a essa exigência”, escreveu em seu blog .
No artigo “Um roteiro para o MEC” – que escreveu no blog dez dias depois da vitória de Bolsonaro no segundo turno – deu a informação que poderia ser ministro da Educação, função que teria como tarefa básica “recolocar o sistema de ensino básico e fundamental a serviço das pessoas e não como opção burocrática sobranceira aos interesses dos cidadãos, para perpetuar uma casta que se enquistou no poder e que pretendia fazer, das Instituições Republicanas, instrumentos para a sua hegemonia política”.
Para Vélez, “essa tarefa de refundação passa por um passo muito simples: enquadrar o MEC no contexto da valorização da educação para a vida e a cidadania a partir dos municípios, que é onde os cidadãos realmente vivem”.
No mesmo texto, Ricardo Vélez Rodríguez mostrou-se crítico do Enem, cujas provas elaboradas pelo INEP seriam entendidas ” mais como instrumentos de ideologização do que como meios sensatos para auferir a capacitação dos jovens no sistema de ensino”.
