O número de eleitores que rejeitam o candidato do PT à Presidência por causa do apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aumentou seis pontos em uma semana e atingiu a maioria do eleitorado. De acordo com pesquisa do Ibope divulgada na segunda-feira (1°), após saberem do apoio de Lula à candidatura de Fernando Haddad, 55% das pessoas dizem que não votariam “de jeito nenhum” nele. Na semana passada, esse índice era 49%. As informações são do jornal O Globo.
Certeza
Ao mesmo tempo, a parcela de eleitores que votariam “com certeza” no petista, ao saber do apoio de Lula, caiu de 26% para 22%, enquanto os que poderiam votar oscilou de 19% para 18%. Ficaram iguais os índices de eleitores que não conhecem Haddad o suficiente para opinar (3%) e os que não responderam (2%).
Rejeição
Esse número não corresponde à rejeição da Haddad, já que se trata de uma pergunta diferente no questionário do Ibope. Nesse caso, o questionamento é o seguinte: “O candidato do PT, Lula, foi impedido de disputar a eleição para Presidente da República. Considerando que Lula declarou seu apoio a Fernando Haddad, o(a) sr(a) com certeza votaria em Fernando Haddad, poderia votar nele ou não votaria em Fernando Haddad de jeito nenhum?”.
Já a pergunta que mede a rejeição, que é feita logo depois e envolve todos os candidatos, é essa: “Dentre estes candidatos a Presidente da República, em qual o(a) sr(a) não votaria de jeito nenhum? Mais algum? Algum outro?”. Nesse caso, 38% das pessoas disseram que não votariam de jeito nenhum em Haddad, contra 27% na semana passada.
A rejeição de Haddad quando ele é vinculado a Lula estava estacionada, após sofrer uma queda. Em 20 de agosto, esse número era 60%. Nas pesquisas de 5 e 11 de setembro, ficou em 53% e 54%, respectivamente. Nos dois levantamentos seguintes – de 18 de 24 de setembro – caiu para 49%.
Na última semana, o índice aumentou principalmente entre os moradores da região Sul (13 pontos percentuais), quem estudou da 5ª à 8ª série do ensino fundamental (10 pontos), quem tem entre 45 a 54 anos e quem se identifica como branco (oito pontos nos dois casos). Houve um crescimento de sete pontos entre quem tem ensino superior, entre quem ganha de dois a cinco salários mínimos e quem ganha até um salário mínimo.
Tratamento psicológico
Haddad disse nesta terça-feira (2) que o candidato Jair Bolsonaro (PSL) precisa de tratamento psicológico. “Bolsonaro tem algum problema psicológico contra mulher, negro e LGBT. Sou a favor que a Câmara pague tratamento psicológico para ele”, afirmou, em discurso para apoiadores no calçadão de Duque de Caxias, na Baixada fluminense, segundo informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
