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Trânsito em Porto Alegre: o número de mortes até agosto é o menor em 20 anos

. (Foto: Ivo Gonçalves/Arquivo/PMPA)

Nos oito primeiros meses de 2018, foram registradas 50 mortes no trânsito em Porto Alegre. Trata-se de uma redução de 16% se for feita uma comparação com o mesmo período do ano passado, quando ocorreram 60 óbitos. Mesmo que esse número ainda seja motivo mais do que suficiente para preocupação, é o menor dos últimos 20 anos.

De acordo com dados da CIT (Coordenação de Informações de Trânsito) da EPTC (Empresa Pública de Transporte e Circulação), no período entre 1º de janeiro e 31 de agosto houve diminuição também em acidentes, 9% (8.418 a 7.646), menos 10% em feridos (3.585 a 3.211), redução de 18% em mortes envolvendo motos (22 a 18) e menos 35% em óbitos por atropelamento (31 a 20).

Em relação ao mesmo mês de 2017, os dados de agosto deste ano demonstram menos 22% em acidentes (1.256 a 979). O número de feridos, por sua vez, reduziu em 17% (466 a 386) e o total de vítimas que perderam a vida nesse tipo de ocorrência também foi menor em 16% (seis a cinco). Houve diminuição de 33% em mortes por atropelamentos (três contra dois) e o número de casos fatais envolvendo as motos (dois) permaneceu igual.

O diretor-presidente da EPTC, Marcelo Soletti, atribui essa redução da violência no trânsito em Porto Alegre ao esforço dos órgãos públicos e ao envolvimento da sociedade que colabora na manutenção de relações mais cordiais no dia-a-dia da circulação.

“É um trabalho conjunto e permanente, que envolve educação, fiscalização e engenharia de tráfego”, ressalta. “Os órgãos públicos estão empenhados nesta parceria fundamental para alcançarmos êxito nesta redução. Diversos segmentos da sociedade também estão cada vez mais empenhados nesta missão. Então, o resultado não poderia ter sido outro, uma queda real e significativa na violência do trânsito.”

Educação para o trânsito

Soletti lembra do papel fundamental da educação para uma mudança de cultura no trânsito. “Temos investido, cada vez mais, em programas e atividades educativas na construção de uma cultura de respeito na circulação.

Por meio do projeto Multiplicadores pelo Trânsito Seguro já são cerca de 1.300 líderes capacitados para difundir este trabalho”, contabiliza. Ele destaca, ainda, outras iniciativas, como o Empresa Amiga, Escola Amiga, CFC Amigo, Universidades, Pedestre Idoso e De Bike para o Trabalho, além do EPTChê, que promove atividades no Acampamento Farroupilha.

“Até o dia 20 deste mês, a nossa equipe de educação para o trânsito receberá cerca de 1.500 alunos das redes de ensino pública e privada no nosso piquete. É um trabalho de base, fundamental para solidificar uma mudança de cultura, que tanto queremos, com mais segurança para todos”, conclui.

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