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O número de mortos após forte terremoto no México sobe para 65

A maioria dos municípios atingidos em Oaxaca fica no istmo de Tehuantepec, uma das regiões de maior presença indígena no país. (Foto: Reprodução)

O número de mortes provocadas pelo forte terremoto que atingiu o México na noite de quinta-feira subiu para 65, com mais vítimas registradas nos pobres Estados do sul, que foram impactados duramente pelo desastre, disseram as autoridades no sábado.

O chefe dos serviços de emergência do México, Luis Felipe Puente, disse que três outros corpos foram descobertos no Estado de Chiapas e outro em Juchitan, cidade costeira no vizinho Oaxaca, onde ocorreram mais mortes.

O terremoto de magnitude 8,1 que ocorreu na costa de Chiapas na quinta-feira foi mais forte que o tremor devastador de 1985, que abalou partes da Cidade do México e matou milhares. Somente em Juchitan, milhares de casas desabaram, disseram as autoridades municipais.

Os esforços de ajuda no sul continuaram neste sábado, com várias das pessoas que foram mais afetadas ainda temendo voltar para os edifícios enfraquecidos, que podem cair com tremores secundários.

O cismo foi o mais poderoso a atingir o México desde outro terremoto de magnitude 8,1 em 1932. O Serviço Geológico dos Estados Unidos disse que o terremoto de 1985 tinha magnitude de 8,0, embora tenha ocorrido muito mais perto da Cidade do México e tenha sido menos profundo que o de quinta-feira.

A maioria dos municípios atingidos em Oaxaca fica no istmo de Tehuantepec, uma das regiões de maior presença indígena no país e com grande produção de petróleo. Em Juchitán, onde morreram 36 pessoas, mais de 7.000 casas e metade do prédio da prefeitura foram destruídos.

“A situação em Juchitán é crítica; este é o momento mais terrível de nossa história”, disse a prefeita, Gloria Sánchez, depois do longo terremoto, que também abalou a Guatemala e El Salvador.

Em Tonalá, uma das cidades mais próximas ao epicentro, o governador de Chiapas, Manuel Velasco, estima que 700 escolas e 1.700 casas foram danificadas em todo o Estado. “A prioridade para nós é levantar a destruição para recuperar e retirar as pessoas das áreas de risco.”

O governo local monta estrutura para abrigar os desalojados pelo terremoto. O Fonden (Fundo Nacional para o Desenvolvimento Nacional) declarou emergência em Chiapas e de estado de desastre para 86 de seus 126 municípios, dando recursos emergenciais para os trabalhos de recuperação.

As autoridades abriram centros de arrecadação de alimentos e roupas em todo o país. Países latino-americanos, como Colômbia, Peru e Venezuela, enviaram equipes e suprimentos para as buscas pelas vítimas nos escombros. O México fica entre cinco placas tectônicas e é um dos países que registra maior atividade sísmica no mundo. Desde então, o governo adotou regras mais rígidas para a construção e em relação aos planos de defesa civil e de treinamento para a retirada rápida em caso de tremor.

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