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O número de mortos por causa do coronavírus na França já passa de 26 mil

A Champs-Élysées vazia durante a pandemia de coronavírus em Paris. (Foto: Reuters)

O número diário de mortes de coronavírus na França voltou a subir nesta sexta-feira (8), três dias antes de o país começar a suspender seu isolamento de quase dois meses. O Ministério da Saúde disse que 243 pessoas morreram da doença respiratória Covid-19 em um intervalo de 24 horas, mais do que as 178 da quinta-feira, elevando o total a 26.230.

A França tem o quinto maior número de mortes pela doença do mundo, ficando atrás de Estados Unidos, Reino Unido, Itália e Espanha.

O número de pessoas em unidades de tratamento intensivo – uma medida da capacidade do sistema de saúde para lidar com a epidemia – caiu em 93, ou 3%, e está em 2.868, bem abaixo do pico de 7.148 visto no dia 8 de abril.

O número de pessoas hospitalizadas com coronavírus também voltou a cair, passando de 23.208 para 22.724, o que mantém uma queda ininterrupta de três semanas e representa um recuo de 30% em relação ao pico de 32.292 de 14 de abril.

Há 642 casos novos confirmados, menos que os 629 do dia anterior, e estes somam 138.421, mostraram dados oficiais.

Suspensão do isolamento

Os parisienses precisarão mostrar formulários para usar o transporte público e ainda têm que evitar os parques, mas poderão fazer compras nas lojas da Champs-Élysées, segundo as novas medidas adotadas para o começo da suspensão do isolamento do coronavírus na França a partir de segunda-feira (11).

O primeiro-ministro, Édouard Philippe, disse em uma coletiva de imprensa que já houve progresso suficiente na contenção da doença e no amparo aos hospitais para se começar a amenizar as restrições.

Mas algumas regiões, incluindo a área de Paris, continuarão a ser “zonas vermelhas” — nesses locais o fim do isolamento nacional de quase dois meses será mais cauteloso.

“O país está cortado em dois, e o vírus está circulando mais rapidamente em algumas regiões, principalmente a região de Paris, que é povoada muito densamente”, disse Philippe.

“Na região de Paris, a taxa de infecção está caindo lentamente, mas continua muito alta, mais alta do que esperávamos. É por isso que nestes territórios precisamos ser extra vigilantes”.

Regiões administrativa ao redor de Calais, Estrasburgo e Dijon também continuarão sendo “zonas vermelhas” onde algumas restrições permanecerão – como manter parques, jardins e escolas secundárias fechadas.

Em outras partes da França, cafés e restaurantes poderão abrir a partir do início de junho se a taxa de infecção se mantiver baixa.

Os idosos e vulneráveis foram aconselhados a continuar observando o mesmo distanciamento do isolamento nos próximos meses, mas o premiê disse que isso não será obrigatório, ficando a cargo do bom senso. As informações são da agência de notícias Reuters.

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