Um levantamento divulgado pelo Ministério da Segurança Pública aponta que 246 pessoas foram presas por crimes eleitorais de sexta-feira (26) a domingo (28). Outras 43 foram conduzidas para prestar depoimento.
Entre as prisões, a maioria é de eleitores e cabos eleitorais. Não houve prisão de candidatos. Os dados são do Centro Integrado de Comando e Controle Nacional, estrutura vinculada à pasta e criada para monitorar ocorrências nas eleições.
Ao todo, foram registradas 661 ocorrências de crimes eleitorais no período, que compreende o 2º turno de votação. Os casos mais frequentes foram boca de urna (162), desobediência a ordens da Justiça Eleitoral (65) e propaganda eleitoral irregular (57).
No mesmo período, também houve 19 manifestações, a maioria após a divulgação da eleição de Jair Bolsonaro (PSL). O boletim não informa os locais.
Segundo o ministério, o total de ocorrências e prisões teve redução em comparação com o período do 1º turno. Na ocasião, 929 foram presos ou conduzidos para depoimentos.
Outubro
O SUSP (Sistema Único de Segurança Pública) informou nesta segunda (29), que ao longo do mês das eleições foram registradas 1.172 prisões em todo o País, das quais 589 de cabos eleitorais. Balanço do Centro Nacional do SUSP nas Eleições indica que foram registradas 4.814 ocorrências no período.
O documento destaca 348 prisões em flagrante e abertura de 34 inquéritos policiais. Ainda, 528 eleitores foram detidos, além de 13 candidatos.
Embora vetada pela Justiça Eleitoral, a boca de urna levou à detenção de 1534 pessoas. Por compra de votos e corrupção eleitoral, 154 prisões. Desobediência a ordens da Justiça Eleitoral levaram à prisão de 118.
Velhas práticas da política foram registradas e provocaram prisões – fornecimento de alimentos a eleitores resultou na detenção de três infratores e o transporte irregular de outras 97. Mais seis foram presos pelo uso de violência ou grave ameaça para obter voto ou abstenção.
Urnas
A votação de 2º turno nas eleições no domingo teve 4.333 urnas substituídas em todo o País, até as 16h53min informou o TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Em quatro seções houve votação manual, com urna de lona e cédulas de papel.
A votação no país teve início a partir das 8h do horário de Brasília. Nos Estados em que há fuso diferente da capital federal, os eleitores começaram a votar às 8h do horário local.
Até as 10h deste domingo, 912 urnas haviam sido substituídas. O número é quase o triplo verificado nas duas primeiras horas de votação no 1º turno. Na ocasião, até as 10h do dia 7, haviam sido trocados 310 equipamentos.
O total de urnas substituídas neste 2º turno representa 0,95% do total de 454.493 urnas instaladas.
