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O papa afirmou que os discursos populistas que ganharam espaço em diversos países da Europa lembram os pronunciamentos de Adolf Hitler

Essa não é a primeira vez que o Papa compara populistas atuais a Hitler. (Foto: Vatican News)

O papa Francisco afirmou que os discursos populistas que ganharam espaço em diversos países da Europa lembram os pronunciamentos de Adolf Hitler no início da década de 1930.

A declaração foi dada em uma entrevista ao escritor e jornalista britânico Austen Ivereigh sobre a crise mundial provocada pela pandemia do novo coronavírus e publicada em italiano pela revista Civiltà Cattolica.

“Hoje, na Europa, quando se começa a ouvir discursos populistas ou decisões políticas de tipo seletivo, não é difícil recordar os discursos de Hitler em 1933, mais ou menos iguais aos que alguns políticos fazem hoje”, disse.

Francisco também afirmou que a atual crise é um “apelo contra a hipocrisia”, especialmente de líderes internacionais.

“Preocupa-me a hipocrisia de certos personagens políticos que dizem querer enfrentar a crise, que falam de fome no mundo e, enquanto isso, fabricam armas. Essa é uma era de coerência. Ou somos coerentes, ou perdemos tudo”, acrescentou.

Essa não é a primeira vez que o Papa compara populistas atuais a Hitler. Em outubro de 2018, durante o lançamento de um livro em Roma, Francisco afirmou que esse tipo de ideologia cresce “semeando o ódio”, assim como o nazista fizera na Alemanha.

Mulheres diáconos

O papa Francisco anunciou nesta quarta-feira (8) a criação de uma nova comissão de estudo para refletir sobre a possibilidade de ordenar mulheres diáconos, reativando assim um debate controverso dentro da Igreja Católica.

Depois de ter recebido recentemente em audiência a liderança da Congregação para a Doutrina da Fé – guardiã do dogma -, o papa “decidiu criar uma nova comissão de estudos sobre o diaconato feminino”, informa uma declaração da Santa Sé.

Atualmente, o diaconato é reservado aos homens. Os diáconos são ordenados a proferir o sermão na missa, celebrar batismos, casamentos e funerais.

A nova comissão internacional terá cinco mulheres, incluindo as teólogas francesa Anne-Marie Pelletier e suíça Barbara Hallensleben.

Em maio de 2019, o papa havia indicado que os membros de uma primeira comissão de estudo, instituída em agosto de 2016 para examinar o papel das mulheres diáconos no início do cristianismo, tinham opiniões muito divergentes para chegar a uma conclusão.

A ideia foi reativada em outubro por bispos de nove países amazônicos, reunidos em um “sínodo” regional no Vaticano para encontrar soluções para a escassez de padres itinerantes nessa grande região. As informações são da agência de notícias Ansa e AFP.

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