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O papa Francisco defendeu o desarmamento nuclear e combate às mudanças climáticas

O papa Francisco pediu, neste domingo (10), aos líderes mundiais que trabalhem a favor do desarmamento nuclear para proteger os direitos humanos, em particular os de pessoas mais desfavorecidas. O pontífice disse que havia uma necessidade de “trabalhar com determinação para construir um mundo sem armas nucleares”, falando da janela do apartamento papal com vista para a praça de São Pedro.

Com as crescentes tensões entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte, o Papa alertou, repetidamente, contra os catastróficos efeitos humanitários e ambientais dos dispositivos nucleares e pediu que um terceiro país faça a mediação da disputa. Na oração semanal do Angelus, ele acrescentou que homens e mulheres do mundo tinham “a liberdade, a inteligência e a capacidade de orientar a tecnologia, limitar seu poder, a serviço da paz e do verdadeiro progresso”.

Forte defensor do meio ambiente, o pontífice disse ainda ter esperança de que as pessoas vão perceber “a necessidade de adotar decisões verdadeiramente eficientes para combater as mudanças climáticas” enquanto também enfrentam a pobreza.

Imaculada Conceição

Na última sexta-feira (08), Solenidade da Imaculada Conceição, o papa Francisco foi à Praça de Espanha, localizada no centro de Roma, para rezar aos pés do monumento à Imaculada, renovando o tradicional ato de homenagem à Virgem Maria.

“Maria Imaculada, pela quinta vez venho aos vossos pés como Bispo de Roma, para fazer-vos uma homenagem em nome de todos os habitantes desta cidade. Quero agradecer-vos pelo cuidado constante com que acompanhais o nosso caminho, o caminho das famílias, das paróquias, das comunidades religiosas; o caminho daqueles que todos os dias, e com muito esforço, atravessam a cidade de Roma para trabalhar, o caminho dos doentes, idosos e todos os pobres, o caminho dos imigrantes aqui, provenientes de terras de guerra e fome. Obrigado, porque assim que vos dirigimos um pensamento, um olhar ou uma Ave Maria fugaz, sentimos sempre a vossa presença materna, carinhosa e forte.”

“Ó Mãe, ajudai esta cidade a desenvolver os anticorpos contra alguns vírus dos nossos tempos: a indiferença, que diz: “Não me interessa”; a má educação cívica que despreza o bem comum; o medo do diferente e do estrangeiro; o conformismo disfarçado de transgressão; a hipocrisia de acusar os outros, enquanto se fazem as mesmas coisas; a resignação à degradação ambiental e ética, a exploração de muitos homens e mulheres. Ajudai-nos a rejeitar estes e outros vírus com os anticorpos que vêm do Evangelho. Fazei com que tenhamos o bom costume de ler todos os dias uma passagem do Evangelho e sob o vosso exemplo, proteger no coração a Palavra, para que, como uma boa semente, dê fruto em nossa vida.”

 

 

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