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O prefeito de Nova York proíbe aulas presenciais nas escolas públicas por causa da nova onda de coronavírus

"Mande seu marido se vacinar também para que ele deixe de ser um perigo para outras pessoas", escreveu o prefeito nova-iorquino. (Foto: Ed Reed/Mayoral Photography Office)

O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, decretou nesta quarta-feira (18) o fechamento das escolas públicas para conter um novo avanço da epidemia de coronavírus na cidade. A medida já passa a valer a partir desta quinta (19).

“Na última semana, cerca de 3% dos testes para covid-19 na cidade de Nova York deram positivo”, disse de Blasio em uma rede social. “Infelizmente isso significa que as escolas públicas estarão fechadas a partir de amanhã, quinta-feira, 19 de novembro, como sinal de um excesso de precaução.”

As aulas do sistema público continuarão a ser oferecidas de maneira remota. Em entrevista coletiva, de Blasio disse que as escolas permanecerão fechadas também durante o feriado de Ação de Graças – no final de novembro.

Os alunos da rede pública de Nova York receberão tablets para poder acompanhar as aulas, que começaram há pouco mais de dois meses. Nos Estados Unidos, diferentemente do Brasil, o ano letivo começa em setembro – após o verão do hemisfério norte – e termina em junho.

O prefeito disse ainda que o governo nova-iorquino está preparado para “lutar contra uma segunda onda da covid-19”. Na semana passada, o governador do estado de Nova York, Andrew Cuomo, já havia decretado o fechamento antecipado de restaurantes, bares e academias em toda a região.

Cuomo disse ainda que reuniões privadas, com mais de 10 pessoas, estão proibidas. Ele afirmou que as restrições são necessárias porque novas infecções por coronavírus foram associadas a esses tipos de atividades.

A cidade de Nova York já foi apontada como o epicentro da pandemia de covid-19, ainda no final do primeiro semestre deste ano. Os Estados Unidos são o país mais afetado pela doença em todo o mundo, com mais de 11,4 milhões de casos e 249,4 mil mortes.

França

O governo francês se reuniu nesta quarta para definir o futuro do seu segundo confinamento – que deve terminar antes do Natal. Apesar de uma ligeira melhora nos números da covid-19, as autoridades do país já alertam que o relaxamento das medidas sanitárias será progressivo.

O diretor-geral de Saúde da França, Jérôme Salomon, disse em entrevista coletiva que a epidemia está desacelerando. No entanto, o país – que foi um dos mais atingidos pela pandemia entre março e abril – chegou, nesta semana, a marca dos 2 milhões de casos confirmados.

O governo francês vem adotando medidas de restrição para conter a segunda onda do coronavírus desde o final de outubro, como o fechamento de bares, restaurantes e comércios e a volta da exigência de que pessoas apresentem justificativas para circular nas ruas.

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