Em quinto lugar no ranking de candidatos mais ricos do País no pleito deste ano (considerando-se todos os cargos eletivos que serão disputados em outubro), o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles doou R$ 20 milhões para a sua própria campanha a presidente da República pelo MDB.
A prestação de contas feita pelo candidato ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) mostra que esse montante foi repassado em uma única transferência eletrônica, no início da semana.
Até essa quarta-feira, a doação de Meirelles para a própria campanha é a maior envolvendo pessoas físicas já registrada no TSE. Doações maiores foram feitas pelos próprios partidos a diretórios e candidatos com recursos públicos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, por exemplo, mas não nesses moldes.
O MDB de Meirelles é o partido que detém a maior cota do fundo eleitoral (R$ 234,2 milhões), mas os caciques da legenda já haviam sinalizado que não repassariam parte desse dinheiro para a campanha do ex-titular da Fazenda do governo Michel Temer e que aparece com apenas 1% nas pesquisas de intenção de voto.
A fortuna, no entanto, representa apenas 5,3% de sua fortuna: ao registrar sua candidatura, Meirelles declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 377,4 milhões, o quinto maior entre todos os 28.125 candidatos do País que disputam mandatos eletivos nestas eleições. Do total, R$ 283 milhões estão em ações e R$ 58,8 milhões em fundos de investimento.
Meirelles também já declarou ter gastado R$ 50 mil reais em um pagamento à Adyen do Brasil Ltda., empresa responsável pelos sistemas de pagamento de gigantes como Airbnb e Facebook. O valor foi desembolsado para impulsionar uma postagem do perfil do emedebista na rede social.
Alckmin
Presidente nacional do PSDB e candidato do partido à sucessão de Michel Temer, Geraldo Alckmin recebeu da Direção Nacional da legenda R$ 43,3 milhões, oriundos do fundo eleitoral, e tem a conta de campanha mais gorda até o momento.
Esse valor equivale a 23% dos R$ 185,8 milhões a que o partido tem direito no fundo e corresponde a 62% do limite de R$ 70 milhões que cada presidenciável pode gastar no primeiro turno – no segundo turno, o teto é de R$ 35 milhões.
Amoêdo
Candidato mais rico ao Palácio do Planalto, com R$ 425 milhões em patrimônio, o ex-banqueiro João Amoêdo (Novo) ainda não investiu seu próprio dinheiro em sua campanha. Até o momento, ele recebeu R$ 148,9 mil.
Uma doação de R$ 50 mil reais veio do banqueiro Anis Chacur Neto (presidente da instituição financeira ABC Brasil) e outra, no mesmo valor, de Fernão Carlos Botelho Bracher (presidente o Banco Central entre 1985 e 1987 e pai do atual presidente do Itaú Unibanco, Cândido Bracher).
O Partido Novo, que tem direito a apenas 0,57% do fundo eleitoral de R$ 1,7 bilhão, colocou R$ 43,9 mil na campanha de seu candidato.
