Ícone do site Jornal O Sul

O presidente da Rússia autorizou esforço para prejudicar a campanha de Joe Biden à presidência dos Estados Unidos

Putin assumiu o país como primeiro-ministro em 1999. (Foto: Reprodução)

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, autorizou ações para interferir na eleição presidencial de novembro de 2020 nos Estados Unidos, afirma um relatório dos serviços secretos americanos divulgado na terça-feira (16).

A ingerência se deu por meio da difusão de alegações enganosas e infundadas sobre o candidato democrata à presidência, Joe Biden, numa tentativa de favorecer a candidatura do então presidente Donald Trump, que concorria à reeleição.

O Kremlin respondeu que as acusações não têm fundamento e que o relatório não oferece fatos nem provas. Funcionários do governo americano disseram, sob anonimato, que o governo dos EUA deverá impor novas sanções à Rússia por causa das ações.

Biden afirmou que Putin enfrentará consequências por suas ações. “Ele pagará um preço”, afirmou o presidente americano em entrevista transmitida pela emissora ABC News na quarta, sem especificar quais seriam as medidas.

Segundo o relatório, pessoas ligadas à Rússia espalharam as alegações contra Biden e tentaram assim influenciar aliados de Trump. O documento não menciona nomes, mas é sabido que o advogado Rudy Giuliani, um aliado de longa data de Trump, encontrou-se várias vezes com o parlamentar ucraniano Andrii Derkach, que em 2020 divulgou gravações editadas para tentar prejudicar Biden.

Pessoas ligadas aos serviços secretos russos também espalharam histórias contra Biden na imprensa americana, afirma o relatório.

Porém, desta vez hackers russos não tentaram insistentemente entrar na infraestrutura eleitoral, por exemplo na contagem de votos.

Assassino

Nesta quinta-feira (18), Vladimir Putin respondeu, a Joe Biden, que classificou o presidente russo como assassino em uma entrevista. O líder russo usou um ditado de crianças semelhante ao provérbio brasileiro “muito mais é quem me diz”.

Eu me lembro na minha infância, quando discutíamos no pátio do colégio, e nós dizíamos ‘muito mais é quem me diz’. E não há coincidência, não é só um ditado infantil. O sentido psicológico aqui é muito profundo”, disse Putin.

“Nós sempre vemos nossas próprias características nas outras pessoas e pensamos em como realmente somos. Como resultado, nós avaliamos as ações [de outras pessoas] e damos sentenças”, ele afirmou.

A porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, disse em entrevista coletiva que o presidente dos EUA não se arrepende de ter chamado Putin de assassino.

Joe Biden fez a declaração durante uma entrevista veiculada pela emissora ABC News na quarta-feira (17). O entrevistador George Stephanopoulos perguntou: “Você conhece Vladimir Putin, você pensa que ele é um assassino?”. “Eu penso”, respondeu Biden.

Biden também descreveu Putin como alguém que não tem alma, e disse que ele pagará um preço por uma suposta intromissão da Rússia nas eleições presidenciais norte-americanas de 2020, algo que o Kremlin nega. As informações são das agências de notícias AP, Lusa e Reuters.

Sair da versão mobile