O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou na noite de terça-feira (30) a substituição do chefe do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin). Em pronunciamento na TV – sua primeira aparição nesta terça-feira desde o início da revolta comandada pelo líder opositor Juan Guaidó –, Maduro, ladeado pelo ministro da Defesa, Vladimir Padrino; pelo presidente da Assembleia Nacional Constituinte, Diosdado Cabello; e por diversos comandantes militares, indicou o general Gustavo González López de volta ao cargo que era ocupado por Manuel Cristopher Figuera. As informações são do jornal O Globo e da agência de notícias Reuters.
Segundo a rede de TV norte-americana Fox News, Figuera deixou carta rompendo com o presidente, afirmando “ter chegado a hora de procurar novas maneiras de fazer política” e de “reconstruir o país”.
Durante o pronunciamento, Maduro reconheceu que a terça-feira foi um “dia difícil”, mas que, ao fim seus opositores “fracassaram em seu plano, fracassaram em seu chamado, porque o povo da Venezuela quer paz, salvo uma minoria”. Ele também agradeceu a lealdade das Forças Armadas pela “derrota do pequeno grupo que pretendeu levar a violência (à Venezuela) com a escaramuça golpista”.
Enquanto isso, em um vídeo publicado nas redes sociais, Guaidó convocou a população a manter os protestos neste 1º de maio pelo país.
“O apelo à Força Armada é seguir avançando na operação Liberdade (para tirar Maduro). Amanhã, primeiro de maio, continuaremos (…). Por toda a Venezuela, estaremos nas ruas”, disse.
Milhares de manifestantes protestaram na Venezuela nesta quarta-feira para tentar forçar o presidente socialista Nicolás Maduro a deixar o poder enquanto crescem as tensões entre a Rússia e os Estados Unidos sobre o impasse político no país membro da Opep.
O líder opositor Juan Guaidó pediu “a maior marcha” da história da Venezuela e havia na véspera pedido que os militares o apoiassem, mas a liderança das forças armadas até agora permanece leal a Maduro, que está no poder desde 2013.
“Se o regime pensou que havíamos chegado à pressão máxima, eles não podem nem imaginar”, disse Guaidó a milhares de apoiadores em Caracas. “Precisamos continuar nas ruas”.
Nicolás Maduro acusou nesta quarta-feira a oposição liderada por Juan Guaidó de querer iniciar uma guerra civil na Venezuela. Em discurso, o chavista ainda insinuou que os Estados Unidos poderiam ordenar invasão militar caso a tensão interna escalasse para um conflito armado.
