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O presidente do Paraguai foi diagnosticado com dengue

Desde o início de março, Benítez vem sendo pressionado por manifestações populares que pedem sua renúncia. (Foto: Reprodução)

O presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, está com dengue, de acordo com notícias da mídia do país publicadas nesta quarta-feira (22).

Abdo Benítez se sentiu mal na terça-feira (21) e cancelou compromissos. Ele descreveu um quadro de dores, tontura e febre. Como estava em viagem, embarcou em voo para a capital, Assunção.

O ministro da Saúde, Julio Daniel Mazzoleni Insfrán, deu uma entrevista coletiva na qual afirmou que o presidente já não tem sintomas intensos, mas, mesmo assim, deverá ficar em repouso por ao menos dois dias e não sairá da residência oficial durante esse período.

A variedade de dengue de Abdo Benítez é comum. O Paraguai enfrenta uma epidemia da doença — são 3,5 mil notificações de suspeitas e 1,8 mil casos confirmados. Duas pessoas morreram por causa da enfermidade. O número pode aumentar, porque 14 mortes ocorreram por motivo ainda indefinido, e os corpos passam por análises para determinar se se trata de dengue.

Fuga de criminosos

Depois da fuga de 75 criminosos do presídio de Pedro Juan Caballero, o presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, afirmou que vai responder às críticas ao episódio com “humildade e trabalho”.

Até agora, 30 agentes penitenciários e o diretor da cadeia, Christian González, já foram presos, e a ministra da Justiça, Cecilia Pérez, colocou seu cargo à disposição. O plano de fuga teria custado US$ 80 mil (mais de R$ 330 mil) à maior facção criminosa brasileira.

“Talvez tenhamos perdido uma batalha, mas vamos vencer a guerra, como estamos vencendo. É claro que há um distúrbio, uma instabilidade, mas não vamos recuar e vamos seguir lutando com força contra o crime organizado para termos uma sociedade saudável”, disse Mario Abdo Benítez.

Em entrevista, concedida por Benítez ao jornal ABC Color, durante a inauguração de uma ponte que liga Minga Guazú e Hernandarias, na manhã de terça, Benítez acrescentou: “Temos um recorde de apreensão de cocaína e maconha na história do Paraguai e também de presos por tráfico, que estavam desfrutando da impunidade que existia no país”.

Transferência

A lista de foragidos divulgada pelo Ministério da Justiça do Paraguai inclui 40 brasileiros que estavam em duas alas do presídio de Pedro Juan Caballero – 16 no chamada Pavilhão A, piso alto, e 24 no Pavilhão A, piso baixo.

Desses, de acordo com levantamento feito pela revista Época, pelo menos nove já haviam sido transferidos de penitenciária por questões de segurança, uma vez que havia suspeita de fuga.

Em fevereiro de 2019, o serviço de inteligência da polícia local havia descoberto um plano de fuga para os traficantes considerados homens de confiança de Sérgio Arruda Quitiliano, o Minotauro — membro da maior facção criminosa do Brasil e conhecido por chefiar uma espécie de grupo de pistoleiros e matadores de aluguel no Paraguai.

Minotauro foi preso naquele mesmo mês, em um apartamento em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina, e cumpre pena em penitenciária federal.

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