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O presidente do partido de Bolsonaro afirmou que se eleito, o novo governo precisará “rever essa questão de Direitos Humanos”

Gustavo Bebianno defendeu uma escala de prioridades na questão dos direitos humanos. (Foto: Reprodução/YouTube)

Presidente do PSL, partido de Jair Bolsonaro , o advogado Gustavo Bebianno disse que a Organizações das Nações Unidas ( ONU ) tem “um viés globalista e de esquerda” com a qual a equipe do presidenciável não concorda. Segundo o dirigente, se eleito, o novo governo do capitão da reserva do Exército precisará “rever essa questão de Direitos Humanos”. Bebianno também defendeu uma escala de prioridades na questão dos direitos humanos: primeiro “as vítimas e pessoas de bem”.

“Direitos Humanos em primeiro lugar para as vítimas. Em primeiro lugar para as pessoas de bem. As pessoas que matam as outras, que agridem as outras, essas têm que ser colocadas em segundo plano”, disse Bebianno, em entrevista a jornalistas na sexta-feira, no Rio de Janero.

O dirigente da legenda defendeu uma escala de prioridade na defesa dos direitos humanos.
“Então, toda essa questão de direitos humanos ninguém, nenhum ser humano normal pode ter algum tipo de prazer ou satisfação em ver o outro sofrer, por pior que seja aquela pessoa. Por piores que tenham sido as suas atitudes. Mas, numa ordem de prioridade, que se priorize primeiro as vítimas e não os agressores.”

O presidente do PSL atacou ainda a Organização dos Estados Americanos (OEA) e afirmou que a entidade tem “zero credibilidade” para falar sobre disseminação de fake news durante a campanha.
Na quinta-feira, a responsável pela missão de obervação das eleições brasileiras da organização, a ex-presidente da Costa Rica Laura Chinchilla, destacou que o uso do WhatsApp para propagação de conteúdo falso na eleição brasileira ” talvez não tenha precedentes “.

É a primeira vez que uma missão da OEA acompanha o pleito no país – segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para “fortalecer a cooperação em favor da democracia”.

Segundo Bebianno, o órgão que acompanha as eleições presidenciais no País também é alinhado com a esquerda.

A declaração ocorreu um dia após a responsável pela missão da OEA que acompanha a disputa eleitoral no Brasil, a ex-presidente da Costa Rica Laura Chinchilla, dizer que o uso do Whatsapp para a distribuição de notícias falsas talvez não tenha precedentes em outros países.

“Nós não produzimos fake news. Ela [Chinchilla] está falando do PT, mas como ela é esquerdista, então ela não fala do PT. Ela vai lá, acariciar. A OEA também zero credibilidade para gente”, disse o presidente do PSL.

Alertado que a ex-presidente costa-riquenha foi declarada persona non grata pelo governo de Nicolás Maduro, da Venezuela, em 2014, Bebianno disse que desconhece a informação.

“Eu não tenho essa notícia. Eu sei que a OEA, assim como a ONU, tem um viés globalista, esquerdista”, disse Bebianno, cotado para assumir o Ministério da Justiça em um eventual governo Bolsonaro.

Chinchilla e Haddad

Laura Chinchilla, que está no país para acompanhar o processo eleitoral brasileiro, se reuniu na quinta-feira com o candidato Fernando Haddad (PT). O encontro, realizado em um hotel na Zona Sul da capital paulista, foi rápido e durou pouco mais de 40 minutos.

Na saída, Laura Chinchilla disse que recebeu do candidato do PT um conjunto de denúncias com temas de violência política, conteúdo falso, funcionamento da urna eletrônica e financiamento de campanha eleitoral.

Em entrevista à imprensa, ela disse que a OEA não encontrou nenhuma irregularidade no primeiro turno do processo eleitoral e afirmou que vai acompanhar as denúncias.

Após a reunião com a OEA, Haddad falou em entrevista a jornalistas sobre o documento que entregou com denúncias sobre a influência de conteúdo falso no pleito e sobre o suposto financiamento ilegal de campanha do seu adversário na disputa, Jair Bolsonaro (PSL), por empresários através do WhatsApp.

“O que nós pedimos a eles é para, nessa reta final, tentar observar com bastante atenção o que pode acontecer até domingo. Se a gente conseguir evitar aquela avalanche de notícias falsas que circularam entre sexta e domingo do primeiro turno, acho que essa onda de virada que o Brasil está vivendo, vivemos em São Paulo aqui na cidade e esperamos viver no Sudeste, a gente pode chegar a um bom resultado eleitoral. O que a gente quer é eleição limpa, eleição livre, clima de paz no país sem gestos de violência”, afirmou o candidato.

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