O presidente em exercício do PSL, Gustavo Bebianno, pediu que os integrantes do partido evitem divulgar notícias falsas no período eleitoral. Em comunicado a filiados, o dirigente da sigla de Jair Bolsonaro declarou que a disseminação de fake news pode provocar até a cassação de registros de candidaturas pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
“As fake news podem ter graves implicações, tanto na área cível quanto nas esferas criminal e eleitoral, podendo causar graves danos morais, materiais e de ordem patrimonial, podendo gerar até mesmo a cassação do registro de candidatura, conforme diversas manifestações do TSE”, afirma. No documento, assinado no dia 3 de julho, Bebianno declara que “as informações precisam necessariamente ter a sua autenticidade checada” antes de divulgação em emails e redes sociais.
O presidente do PSL, que é advogado de Bolsonaro, recomenda a verificação das fontes da notícia, a confirmação da autoria e a checagem das informações “em múltiplos veículos da mídia”. A cúpula da campanha de Bolsonaro teme que a divulgação de notícias falsas por integrantes do PSL prejudique a candidatura da sigla ao Palácio do Planalto.
Em junho, o presidente do TSE, Luiz Fux, disse que uma eleição pode ser anulada se o resultado da disputa tiver influência de notícias falsas difundidas “de forma massiva”. “Já existem diversos processos em andamento na Justiça brasileira contra candidatos e partidos em função da divulgação e reprodução de notícias falsas”, diz o documento do PSL.
O próprio Bolsonaro costuma usar o argumento das notícias falsas para fazer críticas à imprensa. Com frequência, o presidenciável acusa veículos de comunicação de publicar fake news.
Candidatura
Bolsonaro vai formalizar sua candidatura à Presidência no próximo domingo, mas sem definir quem concorrerá como seu vice. O capitão da reserva mantém conversas com o PR, porém praticamente descartou a possibilidade do senador Magno Malta (PR-ES) se tornar seu companheiro de chapa. Se a aliança com o partido não se confirmar, o parlamentar acredita que o general da reserva Augusto Heleno Pereira (PRP) ocupará o posto.
Bolsonaro considera que Malta seria o vice ideal, mas ele prefere disputar a reeleição ao Senado pelo Espírito Santo e, com isso, as chances de uma aliança com o PR diminuíram. Apesar disso, o pré-candidato do PSL se reuniu na semana passada com o mandachuva do PR, o ex-deputado Valdemar Costa Neto.
“Vamos consolidar meu nome na convenção e deixar a vaga do meu vice em aberto. Conversei com o Valdemar na semana passada, mas foi coisa rápida. Foi um encontro fortuito. Hoje, há 90% de chance do Magno não ser meu vice. Mas vou deixar a vaga de vice em aberto, porque temos mais tempo para definir. Vai que o Magno tem uma recaída. O Valdemar sabe que se fecharmos com a aliança para a vice, não vou fechar alianças nos estados. Ele sabe que é só um acordo para a vice”, disse o parlamentar, sem descartar que outro nome da legenda poderia assumir como companheiro de chapa.
Bolsonaro lidera as pesquisas nos cenários em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não é citado. O petista está impedido pela Lei da Ficha Limpa de concorrer porque foi condenado em segunda instância a 12 anos e um mês de prisão. Pena que ele cumpre há mais de 100 dias em Curitiba.
Caso a aliança com o PR não avance, Bolsonaro diz que seu vice deverá ser o general da reserva Augusto Heleno.
