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O presidente do Uruguai anuncia volta às aulas presenciais no país após a melhora nos índices do novo coronavírus

 (Foto: Reprodução)

O presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou, anunciou nesta semana a volta às aulas presenciais nas escolas a partir do dia 1º de junho. A decisão foi tomada depois da estabilização no número de casos do novo coronavírus no país.

Em entrevista coletiva, Lacalle Pou disse que a retomada das aulas nas escolas será progressiva, de acordo com o perfil dos alunos ou da localização das cidades. A capital, Montevidéu, só começa a reabrir no dia 15 de junho.

“Estamos dando esse passo porque estamos convencidos de que o risco é mínimo”, disse Lacalle Pou, segundo o jornal “El País”.

Haverá, no entanto, algumas regras para evitar a disseminação do novo coronavírus pelas escolas, de acordo com o “El País”. Veja abaixo.

1-Jornadas escolares não podem ultrapassar quatro horas diárias;

2-Entradas e saídas devem ser escalonadas para não causar aglomerações;

3-Recreios e intervalos ocorrerão em turnos diferentes;

4-Escolas para crianças pequenas ou alunos especiais terão condições diferenciadas de retorno;

5-Férias de julho serão movidas para outra data.

Caso de sucesso

Segundo monitoramento da Universidade Johns Hopkins, o Uruguai tinha até quinta-feira (21) 749 casos de Covid-19. A doença matou 20 pessoas no país.

É o único país da região que figura entre os 42 no mundo que vêm conseguindo vencer a doença, um ranking realizado pelo New England Complex Systems Institute.

Lacalle Pou se viu diante do desafio da pandemia e, para não transformá-la em pesadelo, optou por uma estratégia diferente dos demais vizinhos. Declarou emergência sanitária no país, mas evitou tratar o confinamento como obrigatório.

Em vez disso, apelou à responsabilidade dos uruguaios lançando a “Operação Todos em Casa”. Traduza-se por isso a recomendação para que cada cidadão limitasse suas saídas e respeitasse o distanciamento social.

O governo suspendeu as aulas, fechou fronteiras e proibiu eventos de massa, mas não reprimiu quem precisasse trabalhar fora de casa. “Não está desaconselhado sair, desde que a pessoa mantenha distância de outras e use máscaras”, orientou o presidente.

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