Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, se atrasou por quase uma hora para tomar chá com o príncipe Charles e sua mulher, Camilla, a Duquesa de Cambridge. A informação foi publicada pelo tabloide “Daily Mirror” e, segundo a “CNN”, o encontro na residência real de Clarence House, em Londres, durou cerca de 15 minutos. As informações são do portal de notícias UOL e da agência de notícias Reuters.
O compromisso oficialmente estava previsto para começar às 17h10min (do horário local), mas o presidente norte-americano e sua primeira-dama, Melania Trump, só chegaram às 18h05min. A “CNN” publicou que uma multidão de apoiadores gritou “USA” (sigla para “EUA” em inglês) enquanto o casal Trump entrava no local.
Os quatro posaram para uma rápida fotografia diante da lareira. Em junho, ocasião do último encontro de Trump com a família real britânica, os dois casais jantaram na casa do embaixador dos Estados Unidos em Londres e tomaram chá em Clarence House.
Em julho de 2018, Donald Trump também se atrasou para um encontro com a realeza do Reino Unido. Naquela vez, porém, o presidente dos Estados Unidos deixou a rainha Elizabeth II esperando por sua chegada ao Castelo de Windsor.
Aliados europeus
Donald Trump criticou duramente os aliados europeus antes de uma cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em Londres nesta terça-feira (3), destacando o líder francês, Emmanuel Macron, por comentários negativos a respeito da aliança e o déficit da Alemanha com os compromissos de financiamento.
Sublinhando o tamanho da desavença no bloco transatlântico, louvado por seus apoiadores como a aliança militar mais bem-sucedida da história, Trump exigiu que a Europa pague mais pela defesa e que também faça concessões a interesses comerciais dos EUA.
O ataque ecoou uma série similar de ofensas de Trump antes da cúpula da Otan de 2018, e aumentará as dúvidas crescentes sobre o futuro do bloco, que Macron disse sofrer de “morte cerebral” na véspera da reunião londrina — concebida como uma comemoração de seu 70º aniversário.
“É uma declaração dura, quando você faz uma declaração dessas, isso é uma declaração muito, muito sórdida para essencialmente 28, incluindo-os, 28 países”, disse Trump a repórteres ao se encontrar com o chefe da Otan em Londres.
Ligando explicitamente sua queixa de que a Europa não paga o suficiente pelas missões de segurança da Otan à sua defesa firme dos interesses comerciais dos EUA, parte de sua política “América Primeiro”, Trump disse que é hora de o continente “tomar jeito” nas duas frentes.
“Não é certo ser abusado na Otan e também ser abusado no comércio, e é isso o que acontece. Não podemos deixar isso acontecer”, disse ele a respeito das disputas transatlânticas, que vão do setor aeroespacial a um imposto de serviços digitais europeu sobre gigantes de tecnologia norte-americanas.
Minimizando os sinais recentes de que a Alemanha está disposta a fazer mais para cumprir a meta da Otan de gastar 2% do produto interno bruto (PIB) com a defesa, Trump acusou Berlim e outras capitais que investem menos do que a meta de serem “delinquentes”.
O ataque de Trump veio poucas horas depois do surgimento de divisões entre outros membros da entidade — a Turquia prometeu se opor a um plano da Otan para defender países bálticos a menos que esta a apoie reconhecendo a milícia curda YPG como um grupo terrorista.
Os combatentes da YPG são aliados de longa data dos EUA na luta contra o Estado Islâmico na Síria. Ancara a considera uma inimiga devido aos seus laços com insurgentes curdos no sudeste turco.
