Depois do “New York Times”, é a vez do The Washington Post. Há semanas o presidente americano, Donald Trump, tem usado a Amazon para lançar uma guerra contra o jornal que se reergueu ao ser comprado por Jeff Bezos – dono da empresa de comércio eletrônico. E mesmo que a Amazon não tenha qualquer interferência editorial no The Washington Post, Trump tem tentado convencer os americanos do contrário. Em mais de uma ocasião, chamou o jornal de Washington Post da Amazon e acusou Bezos, recentemente, de tê-lo usado como um “golpe” para manter os impostos da empresa mais baixos.
Na semana passada, Trump atacou Bezos pelo menos quatro vezes. A bordo do Air Force One, disse aos repórteres que “a Amazon simplesmente não está em condições de competir”. “Você sabe, eles têm um tremendo esforço de lobby, além de ter o ‘Washington Post’, que é, do meu ponto de vista, outro lobista.” No Twitter, discordou de uma manchete sobre a retaliação da China a produtos americanos e voltou a falar em lobby. “O Fake News Washington Post, o principal lobista da Amazon, tem outra falsa manchete (de muitas).”
O presidente também tem atacando repetidamente o uso do Serviço Postal dos EUA pela Amazon, alegando que os correios estão perdendo dinheiro entregando pacotes da empresa – sem, uma vez mais, provar suas declarações.
Fundador e CEO da Amazon, Bezos comprou o “Washington Post” por 250 milhões de dólares em 2013. Desde então, o jornal aumentou a equipe em mais de 200 funcionários e ultrapassou um milhão de assinantes digitais. De perfil pouco político, ele tem evitado o confronto com o presidente e permanece mudo.
