Em pronunciamento de abertura da Cúpula do Mercosul em Brasília (DF), o presidente Michel Temer afirmou nesta quinta-feira (21) que a reforma da Previdência será levada “adiante”, e aproveitou a oportunidade para cumprimentar o presidente da Argentina, Mauricio Macri, pela recente aprovação em seu país de uma reforma previdenciária.
Na última terça-feira (19), sob protestos da população e greve de trabalhadores, o Congresso da Argentina aprovou a reforma da Previdência no país. A reforma é defendida pelo presidente argentino como forma de reduzir o déficit fiscal.
Durante o discurso na abertura do evento, Temer voltou a elogiar o presidente argentino e o parabenizar pela aprovação da reforma.
“Aqui no Brasil, estamos fazendo muitas reformas. E até aproveito aqui, uma das nossas próximas reformas a serem levadas adiante é a reforma da Previdência, para cumprimentar a Argentina, por meio do presidente Mauricio Macri, que conseguiu uma expressiva vitória em torno da reforma da Previdência em seu país”, disse Temer.
Mercosul
Temer, que deixa a presidência pró-tempore do bloco em favor do presidente paraguaio, Horacio Cartes, afirmou que houve um progresso nas negociações para se fechar um acordo com a União Europeia.
“Também progredimos, e muito, nas negociações do Mercosul com a União Europeia. Pela primeira vez em 20 anos de tratativas, há perspectiva realista de que se conclua um acordo abrangente e equilibrado que todos buscamos”, destacou.
O presidente fez questão de ressaltar que o isolamento vai na contramão do desenvolvimento e que, com essa convicção, a bloco consolidou e ampliou a agenda de negociações externas.
Temer fez uma defesa enfática da democracia, que foi reconquistada na região “com grande custo”. Para ele, cabe aos integrantes do bloco defendê-la, medida que não significa impor um ponto de vista.
O presidente disse que o pluralismo é da própria democracia e que é preciso manter os compromissos assumidos ao Mercosul no momento em que “direitos fundamentais” foram postos em xeque na região.
“Por isso que quando suspendemos em comum acordo a Venezuela do Mercosul era uma medida que se impõe. Estamos e continuaremos a estar ao lado da liberdade de expressão, da separação dos Poderes, dos direitos humanos. Queremos, aliás, que a nação venezuelana, de volta à democracia, possa também voltar ao Mercosul onde será recebida naturalmente de braços abertos.”
