O procurador do Ministério Público Federal Deltan Dallagnol fez críticas à decisão do Tribunal Superior Eleitora, que resolveu absolver a chapa da ex-presidenta Dilma Rousseff (PT) e do atual presidente Michel Temer (PMDB). Com isso, a ex-presidenta segue com a possibilidade de se eleger numa futura disputa e o atual continua no cargo.
“O que nós vemos é que muitas vezes, infelizmente, a cúpula de poderes acaba se guiando por interesses. Nesse caso o que nós vemos é que alguns ministros decidiram fechar os olhos para as provas que estavam diante deles em relação a fraudes que foram judicializadas. Ainda que de modo mais abstrato, mais amplo, mais genérico, foram judicializadas e depois vieram provas consistentes, mas eles decidiram fechar os olhos pra todas essas provas que vieram, passando um péssimo sinal para o futuro da Justiça Eleitoral”, disse.
Para o procurador, que integra a força-tarefa da Operação Lava-Jato, a manutenção das candidaturas de ambos é uma decisão incoerente com outras que foram tomadas anteriormente. “O que nós vemos hoje, é que o Tribunal tende a emitir uma decisão que é incoerente com as decisões anteriores. Algo que nós vimos acontecer no Supremo Tribunal Federal, com a soltura de José Dirceu. Isso acaba desgastando a credibilidade do próprio Tribunal.
