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O procurador-geral da Venezuela ordenou a prisão de 18 civis e militares por traição ao país

O procurador-geral da Venezuela, Tarek Saab, durante entrevista ao canal de televisão estatal VTV. (Foto: Reprodução)

O procurador-geral da Venezuela, Tarek Saab, ordenou na noite de sexta-feira (3) a detenção de 18 civis e militares que estariam envolvidos na tentativa do líder opositor Juan Guaidó, de derrubar o presidente Nicolás Maduro, na terça-feira passada. O procurador-geral garantiu que “serão severamente punidos, porque são traidores da pátria”. As informações são do jornal O Globo e de agências internacionais de notícias.

“Pedimos 18 mandados de prisão para civis e militares conspiradores, alguns com patente de tenente-coronel”, disse Tarek Saab no canal de televisão estatal VTV. “Obtivemos provas importantes. Eles (presos) vão ser muitos mais, provavelmente porque estão a trair muitos daqueles que foram presos. “

Três dias depois de um frustrado levante militar liderado por Juan Guaidó , com a ajuda de Leopoldo López, Saab chamou López de covarde. López, que deixou a prisão domiciliar com a ajuda do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin), órgão ligado ao chavismo, está refugiado desde então na Embaixada da Espanha em Caracas, com a família.

“Este homem tem estado lá por dias, ele não é um convidado, ele é um covarde que se escondeu lá. O senhor Leopoldo López sempre foi um covarde”, disse. O procurador acusou ainda Lopez de ter “levado à morte” as mais de 40 pessoas durante protestos de 2014.

O chanceler venezuelano, Jorge Arreaza, vai para a Rússia, onde se deve se reunir com o ministro das Relações Exteriores Sergei Lavrov. A reunião acontecerá antes de um encontro excepcional entre Lavrov e o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, na Finlândia na semana que vem.

Uma fonte opositora revelou ao jornal O Globo que a negociação na Finlândia deve incluir a Ucrânia. Assim, a Rússia deve condicionar a saída do conflito na Venezuela ao fim do apoio americano a Kiev.

Marchas a quartéis

Na quinta-feira, um tribunal de Caracas ordenou a prisão de López por violar uma medida cautelar que o impedia de fazer declarações políticas. O tribunal também ordenou que o opositor continue a cumprir a sua sentença na prisão militar de Ramo Verde, onde permaneceu até meados de 2017.

Opositores convocados pelo presidente autoproclamado da Venezuela, Juan Guaidó, marcharam neste sábado (4) em direção aos principais quartéis do país para exigir que as Forças Armadas deixem de apoiar o presidente Nicolás Maduro, após a fracassada rebelião de terça-feira (30).

Os manifestantes pedem aos militares que apoiem um governo de transição liderado por Guaidó, reconhecido como presidente interino da Venezuela por mais de 50 países.

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