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O programa do Ministério da Educação para ensino integral está sob suspeita de fraude

O programa Mais Educação está desde 2014 sem abrir novas turmas. (Foto: Sérgio Castro/AE)

Com os resultados insuficientes do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), o governo anunciou que quer investir na jornada escolar de tempo integral. Mas o principal programa federal na área, o Mais Educação, está desde 2014 sem abrir novas turmas e se tornou alvo de uma apuração preliminar do próprio MEC (Ministério da Educação ). Há suspeita de que o número de atendidos tenha sido inflado pelas escolas que recebiam o recurso extra, por aluno supostamente contemplado com o contraturno escolar.

A desconfiança veio da incompatibilidade entre os dados informados pelas escolas participantes do Mais Educação, que tinha edições anuais, e o número total de alunos em jornada de tempo integral no País apurado pelo Censo Escolar.
Em 2014, por exemplo, quando houve o último edital do programa, o governo federal pagou 1,9 bilhão de reais para atender 8,3 milhões de alunos do ensino fundamental, mas o censo daquele ano registrou 4,4 milhões de estudantes na mesma etapa escolar em tempo integral. (AG)

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