“Meirelles recebe sempre com entusiasmo. Se vier a ser chamado, temos convicção de que vai atender ao chamado da sociedade”, afirmou. O líder disse ainda que o ministro “deu um sorriso” ao ouvir a proposta, o que “vale mais do que duas palavras”.
A bancada do PSD na Câmara participou de almoço hoje na residência do ministro em Brasília. Segundo Montes, foram discutidos temas econômicos e políticos. Não se trataram detalhes de uma eventual candidatura, como a necessidade de desincompatibilização do cargo até abril como requer a lei. Montes também lembrou que a decisão ainda passará pela presidência do partido, ao qual Meirelles já é filiado.
“Pedimos autorização para falar de política em nome dele (Meirelles). Ele disse praticamente que sim”, acrescentou Montes. Para o líder, o nome do ministro “cai como uma luva” para a candidatura do PSD à Presidência em 2018. Ele lembrou que foi um “homem do partido” que liderou a retomada do crescimento.
Após ser apontado como provável nome do PSD para a candidatura à Presidência em 2018, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, negou que seja pré-candidato ao cargo. “Eu não sou pré-candidato à Presidência da República”, disse Meirelles em seu perfil oficial no Twitter. Apesar disso, o ministro afirmou ter ficado “muito honrado com as palavras de todos os deputados do PSD”.
Crescimento
O Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta quinta-feira (14) que a Fazenda ainda trabalha com as mesmas previsões para crescimento do PIB (de 0,5% para este ano e 2% para o próximo), mas que os números podem ser revisados para cima, acompanhando o movimento do mercado.
“Nós na Fazenda estamos ainda com a previsão anterior, mas estamos no processo de observação, análise fiscal para saber se é de fato justificável uma revisão pra cima dessas projeções” disse a jornalistas após participar de evento na capital paulista.
O expansão de 0,2% no PIB do segundo trimestre em relação ao anterior foi melhor do que o esperado por muitos economistas. Após a divulgação do resultado, muitos deles disseram que iriam revisar para cima suas projeções para o PIB de 2017.
O ministro avalia que a crise política não deve interferir na trajetória de melhoria dos indicadores econômicos (como bolsa, câmbio, juros e risco país) e na condução das reformas.
“Fica claro que as condições financeiras têm melhorado, isto é, a confiança e expectativa dos consumidores tem melhorado constantemente. Houve uma pequena piora em maio, voltou depois ao normal e continuou melhorando. Então, [para] a economia, a nossa expectativa é que ela vai manter a sua trajetória de recuperação.”
Reforma da Previdência
Meirelles disse que aprovar a reforma da Previdência é necessário para que o governo consiga cumprir o teto de despesas a longo prazo.
“As despesas de 2017 estão dentro do teto, as de 2018 também. É importante aprovar a reforma da Previdência para que seja viável a longo prazo. No curto, é”, afirmou em durante o evento.
Segundo ele, sem a instituição do teto de gastos, as despesas primárias do governo (ou seja, descontado o pagamento de juros) chegariam a 25,5% do PIB em 2026.
Caso a medida de restringir as despesas seja cumprida nos próximos anos, essa fatia deve cair para 15,5%.
O ministro também reiterou que acredita que a reforma da Previdência será votada em outubro e que está otimista quanto à sua aprovação. (AE/AG)
