O PT vai ser a legenda mais presente no segundo turno na eleição municipal de 2020, em 15 das 57 cidades em que haverá a disputa. Em seguida vêm o PSDB (14 cidades) e o MDB (12 cidades). Nas capitais, o partido com mais candidatos concorrendo a prefeituras será o MDB. A legenda está em 7 das 18 em que haverá decisão neste domingo (29).
O duelo mais comum nas cidades com 2º turno será entre candidatos do PSDB e do Podemos, que vai se repetir em 4 municípios. Os outros embates mais frequentes serão entre o PT x DEM e entre o PT x PSB, em 3 cidades cada um.
Em 2020, o segundo turno era possível em 95 cidades do Brasil, por terem mais de 200 mil eleitores. Mas em 35 destes municípios um dos candidatos teve mais da metade dos votos válidos, e venceu no primeiro turno.
PSDB x Podemos em 4 cidades:
– Taboão da Serra (SP)
– São Vicente (SP)
– Mogi das Cruzes (SP)
– Vila Velha (ES).
PT x DEM em 3 cidades:
– Contagem (MG)
– Cariacica (ES)
– Santarém (PA).
PSB x PT em 3 cidades:
– Recife
– Juiz de Fora (MG)
– Mauá (RJ).
PT x PSDB em 2 cidades:
– Caxias do Sul (RS)
– Pelotas (RS).
PSD x PT em 2 cidades:
– Diadema (SP)
– Guarulhos (SP).
MDB x PSD em 2 cidades:
– Goiânia (GO)
– Franca (SP).
PT x MDB em 2 cidades:
– Feira de Santana (BA)
– Vitória da Conquista (BA).
PSDB x PP em 2 cidades:
– Porto Velho (RO)
– Santa Maria (RS).
MDB e PSB em 2 cidades:
– Maceió (AL)
– Paulista (PE).
Assassinatos políticos
Uma semana depois de dizer que crime político não é problema do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Roberto Barroso, presidente da Corte, mandou a equipe de técnicos do TSE divulgar casos de violência nas disputas municipais. Por decisão dele, a Assessoria Especial de Segurança e Inteligência publicou um relatório parcial apontando 99 casos de homicídio ou tentativas de assassinato de pré-candidatos e candidatos neste ano. Não foi desta vez, no entanto, que o tribunal apresentou dados específicos e concretos sobre os assassinatos nas disputas pelo poder.
A gestão de Barroso na presidência do TSE coincide com o período mais violento na política dos últimos 40 anos de democracia. Monitoramento do jornal O Estado de S. Paulo mostra que o País registrou, em 2020, o maior número de mortes por motivações políticas desde a Lei de Anistia e o início da redemocratização, em 1979. De janeiro último para cá, foram 107 assassinatos. Das vítimas, 33 eram pré-candidatos e candidatos a prefeito e a vereador.
Por sua vez, o levantamento do TSE apresenta dados imprecisos e um corte histórico reduzido sobre a violência nas disputas pelo poder. O estudo do tribunal aponta que houve um salto de crimes na política desde 2016, quando 46 candidatos e pré-candidatos teriam sido vítimas de atentado, sem dar detalhes. O monitoramento do Estadão, no entanto, destaca que, naquele ano, só o número de homicídios consumados de candidatos e pré-candidatos chegou a 47 casos.
