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O que fazer quando a mala não chega

(Foto: Reprodução)

É um balde de água gelada na alegria de finalmente estar naquele destino tão sonhado ou na satisfação de voltar para casa. Você aguarda ansiosamente, olhos grudados na esteira que gira, gira, até que a multidão ao redor se desfaz, não sobram mais do que meia dúzia de peças desfilando em círculos e, enfim, é preciso admitir: a sua mala não chegou.

Essa cena se repetiu 7,3 vezes a cada 1 mil passageiros que viajaram de avião no mundo em 2014, segundo o Relatório de Bagagens produzido anualmente desde 2005 pela Sita, empresa de tecnologias da informação voltadas à aviação. Ela fez o estudo sob encomenda da Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo, na sigla em inglês). Foram 24,1 milhões de malas extraviadas no ano.

É um número ainda astronômico, mas que representa uma boa notícia. Em 2007, 18,9 malas a cada mil passageiros não chegaram ao destino final junto com seu dono – e o acumulado anual foi de 46,9 milhões de bagagens extraviadas. No Brasil, bagagem é o segundo tema mais frequente das manifestações feitas à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) – perde apenas para o atendimento prestado pelas companhias aéreas. O número de contatos (que incluem elogios, sugestões e dúvidas) vem caindo. Foram 7.180 mensagens relacionadas às malas em 2010, e 3.930 no ano passado, um leve aumento em relação a 2013, quando o total foi de 2.004 mensagens à Anac com o tema mala.

Desconforto.
Mas o fato é que a redução nos números mundiais e nacionais de bagagens extraviadas não faz a menor diferença quando o infortúnio acontece com você. “A pior parte é perder a dinâmica dos passeios por ter de esperar o telefonema com notícias da mala”, disse o empresário Luís Miguel Valadas, que teve a bagagem extraviada em uma viagem a Paris (França) com conexão em Lisboa (Portugal), em 2013. “Das oito noites que tínhamos em Paris, passamos metade com a roupa do corpo e mais alguns itens básicos que compramos, gastando de 50 a 60 dólares”, lembra Valadas, que estava acompanhado da mulher. De volta ao Brasil, o casal foi ressarcido pela companhia aérea TAP.

No País, a Infraero, empresa pública que administra aeroportos, instalou câmeras do lado de fora das esteiras em mais de 30 aeroportos. O sistema permite que os passageiros assistam ao trabalho dos carregadores. Mas não resolve, já que a maior parte do processo é feita pelas companhias aéreas. Se não é possível ter total segurança de que a mala despachada chegará intacta e pontual ao destino de viagem, é possível, ao menos, aumentar as chances de que isso ocorra.
Mas garantias não existem. Porém, algumas estratégias aumentam as chances de você e sua mala terem um feliz reencontro no aeroporto. Confira.
Identidade visual.

Nome, telefone e e-mail devem estar na tag pendurada do lado de fora e em etiquetas no interior. Use ainda pingentes, cintas, lenços e qualquer enfeite que diferencie sua mala das demais.

Bem trancada.

Sempre use cadeado. Se o destino for os Estados Unidos, prefira o modelo TSA, que pode ser aberto sem danos pela fiscalização do país. Outra dica é escolher um modelo de mala que permita travar os zíperes em uma posição fixa – os que continuam correndo mesmo depois de atados a um cadeado facilitam um tipo de golpe em que, com a ajuda de um lápis, a mala é violada e, depois, fechada como se nada tivesse acontecido.

Em mãos.

Leve bem a sério a sua bagagem de mão. Pense no clima no momento da chegada ao destino e nos dias subsequentes. Inclua medicamentos, roupas íntimas, mais de uma camiseta e um traje adequado ao seu primeiro compromisso – uma reunião ou jantar mais formal, por exemplo.

Gadgets e valores.

Na bagagem de mão devem ir também eletrônicos, objetos caros (como joias) e os de valor sentimental. Nem pense em despachá- los. (AE)

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