Os candidatos que fizeram a prova do Enem (Exame Nacional de Ensino Médio) em 2017 podem consultar os resultados individuais desde as 11h desta quinta-feira (18) na Página do Participante. A divulgação foi antecipada em um dia em relação ao calendário inicial.
Para fazer a consulta, o estudante deve informar o CPF e a senha cadastrada na inscrição. Aqueles que prestaram o exame como treineiros, no entanto, terão o resultado liberado após 60 dias do prazo regular, assim como os espelhos de correção das redações.
Com a nota do Enem, os candidatos poderão se inscrever no Sisu (Sistema de Seleção Unificada) entre 29 de janeiro e 1º de fevereiro. O sistema seleciona, a partir da nota do Enem, candidatos para instituições de ensino superior. No ano passado, foram ofertadas 238.397 vagas em 131 instituições no primeiro semestre.
O resultado do Enem também pode ser usado para conseguir bolsas de estudo em instituições privadas pelo Prouni (Programa Universidade para Todos) e para obter financiamento pelo Fies (Fundo de Financiamento Estudantil). No Enem de 2016, só um em cada dez colégios com as maiores médias por escolas eram públicos – quase todos federais, técnicos ou de aplicação.
Redação
Apenas 53 alunos tiraram nota mil na redação do Enem de 2017, de acordo com o Ministério da Educação. O número representa uma queda em relação ao ano anterior, quando 77 notas máximas obtidas na prova.
Das 4,72 milhões de redações corrigidas, 309.157 tiveram notas zero. A fuga ao tema da prova foi o motivo para zerar a redação. Em 2016, apenas 0,78% dos alunos cometeram esse erro. Em 2017, o número subiu para 5,01%.
Apesar de haver menos “notas mil” em comparação com o Enem do ano anterior, em que 77 alunos tiraram a nota máxima na redação, o rendimento dos estudantes foi melhor. A nota média da redação passou de 541,9 para 558.
A presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), Maria Inês Fini, afirmou que a fuga ao tema aumentou 5% em relação ao ano passado. “Não aumentou tanto, é absolutamente normal”, disse. De acordo com o Inep, 205 candidatos desrespeitaram os direitos humanos no Enem. Uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) garantiu que esse tipo de prova não seria anulada. Na prática, o aluno não zerou a redação, só perdeu pontos.
Ainda segundo o instituto, apenas 6,5% das redações receberam nota zero. Os motivos foram: fuga ao tema (5,01%), prova em branco (0,80%), texto insuficiente (0,33%), parte desconectada (0,17%), não atendimento ao tipo textual (0,11%), cópia do texto motivador (0,09%), outros motivos (0,03%).
A presidente do Inep preferiu não avaliar a queda do número de alunos que tiraram nota mil na redação: “Não se pode fazer esse tipo de comparação porque são grupos de estudantes totalmente diferentes. Não tem como comparar com Justiça”.
