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O Rio Grande do Sul deve encerrar 2019 com a sua menor taxa de homicídios dos últimos dez anos

Estado tem desde janeiro uma média de 146,9 assassinatos por mês. (Foto: EBC)

Um relatório apresentado pela SSP (Secretaria da Segurança Pública) ressalta que o Rio Grande do Sul deve encerrar 2019 com os menores índices de criminalidade da década. Dentre os destaques está a queda progressiva nos registros de homicídios (aspecto considerado o mais importante no monitoramento da violência), com a mais baixa taxa de casos por 100 mil habitantes desde 2010.

Caso dezembro mantenha a média dos 11 meses anteriores, de 146,9 vítimas desse tipo de crime, é possível projetar que o ano terminará com 1.763 casos. Levando-se em conta a mais recente estimativa de população para o Estado (11,37 milhões de habitantes, conforme dados do IBGE), o Rio Grande do Sul terá uma taxa de 15,5 vítimas de assassinato a cada 100 mil – cinco pontos a menos que em 2018 (20,5). Até então, a menor taxa (16,8) havia sido anotada em 2009.

Entre janeiro e novembro, o número de vítimas de assassinato no Estado chegou a 1.616, em uma redução de 26,2% na comparação com as 2.191 do mesmo período no ano passado, ou seja, a preservação de 575 vidas. Comparando apenas o 11º mês, o percentual de redução é ainda maior, de 34,7%, com o número de vítimas de homicídio passando de 193 para 126.

O cenário de retratação observado no Estado como um todo se expressa com ainda mais força em sua maior cidade. Em Porto Alegre, o acumulado de vítimas de homicídio desde janeiro foi de 279, queda de 44% frente às 498 registradas em igual intervalo do ano anterior. Considerando apenas novembro, o número caiu de 29, em 2018, para 18, no mês passado.

“Na raiz dessas diminuições, está a estratégia de foco territorial para combater o crime onde ele mais ocorre”, defende a SSP-RS. “A partir do estudo que identificou os 18 municípios onde se concentravam a maior parcela das ocorrências (Porto Alegre incluída), o programa ‘RS Seguro’ implantou a Gestão de Estatística em Segurança, um ciclo mensal de avaliação e planejamento integrado, na qual mais de cem autoridades desse grupo de cidades direcionam esforços para ações com repercussão no quadro geral.”

Ação integrada

Nessa quinta-feira, representantes da BM (Brigada Militar), Polícia Civil e IGP (Instituto-Geral de Perícias) fizeram a quinta reunião de Gestão, com a presença do governador Eduardo Leite e do vice-governador e secretário da Segurança Pública, Ranolfo Vieira Júnior. Na ocasião, o chefe do Executivo assinou decretos para criação das Aisp (Áreas Integradas de Segurança Pública) em mais quatro cidades do grupo prioritário: Sapucaia do Sul, Gravataí, Novo Hamburgo e São Leopoldo.

As Aisp consistem na compatibilização das áreas de atuação nos municípios pela Polícia Civil e BM. “Isso permite melhor sintonia entre as delegacias de polícia e batalhões que atendem as diferentes regiões de uma cidade, facilitando a troca de informações e o trabalho conjunto”, acrescenta a SSP. A iniciativa já funciona em Canoas, Caxias do Sul, Capão da Canoa e Esteio.

Latrocínios

Outro importante indicador de violência, os casos de latrocínio (roubo com morte) também se mantiveram em queda desde o início de 2019, mantendo essa tendência em novembro. No acumulado do ano, houve 65 roubos com morte em todo o Estado, o que representa redução de 21,7% diante do 83 casos de igual período do 2018. O número atual é menor desde 2009, quando houve 57 ocorrências.

Em Porto Alegre, também na comparação entre os intervalos de janeiro até o 11º mês deste ano e do anterior, é retração foi de 23,1%, com o total de ocorrências de latrocínio passando de 13 para dez.

Isoladamente, o mês passado encerrou-se com estabilidade em relação aos roubos com morte registrados no ano passado. No Estado, repetiu-se o número de oito ocorrências. Na Capital gaúcha, houve um caso a mais, passando de dois para três latrocínios no mês.

(Marcello Campos)

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