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O Rio Grande do Sul já registrou quase 144 mil testes positivos de coronavírus. Mortes totalizam 3.756

Boletim do feriado acrescentou 17 vítimas gaúchas com idades entre 39 e 88 anos. (Foto: EBC)

Divulgado nesta segunda-feira (7), o novo relatório da SES (Secretaria Estadual da Saúde) inseriu 39 novos testes positivos de coronavírus à estatística da pandemia no Rio Grande do Sul, que totaliza desde março 143.952 casos confirmados – 91% já recuperados. Já o contingente de mortos pela doença chegou a 3.756, incluindo-se os 17 óbitos mais recentes.

O falecimentos informados pelo boletim epidemiológico abrangem uma faixa etária entre 39 e 88 anos, mas permanece inalterado o predomínio de idosos entre os desfechos fatais da Covid desde as primeiras vítimas gaúchas, na segunda quinzena de março. Confira a lista reproduzida a seguir, elencada por município de residência (em ordem alfabética) e que também menciona o gênero (feminino ou masculino.

– Bagé (mulher, 48 anos);

– Bento Gonçalves (homem, 47 anos);

– Canoas (homem, 72 anos);

– Caxias do Sul (homem, 80 anos);

– Coronel Bicaco (homem, 50 anos);

– Herval (mulher, 88 anos);

– Ibiraiaras (homem, 72 anos);

– Palmitinho (homem, 69 anos);

– Paraí (mulher, 66 anos);

– Passo Fundo (homem, 63 anos);

– Porto Alegre (mulher, 49 anos);

– Porto Alegre (mulher, 75 anos);

– Porto Alegre (mulher, 39 anos);

– Porto Alegre (homem, 58 anos);

– São Borja (mulher, 64 anos);

– Vacaria (mulher, 74 anos);

– Venâncio Aires (homem, 76 anos).

Exames mais ágeis

A equipe do Lacen (Laboratório Central) do Rio Grande do Sul está sendo treinada para o uso de um extrator, equipamento destinado a exames de biologia molecular para detecção do coronavírus. Conforme o governo gaúcho, a previsão é de que a aquisição proporcione maior agilidade na liberação das cerca de 400 análises diárias feitas pela unidade, ao substituir uma tarefa que é manual.

Essa cedência se dá por meio do sistema de comodato (espécie de empréstimo) pelo governo federal à SES (Secretaria Estadual da Saúde). A utilização ainda depende de insumos específicos que devem ser enviados nos próximos dias.

O extrator é utilizado em uma das etapas iniciais da testagem das amostras de secreções de vias aéreas de casos suspeitos encaminhados ao Lacen (que já processou mais de 50 mil amostras desde o início da pandemia, em março). Esse material é levado ao aparelho para extração de material genético, por meio de uma sequência de reações químicas e mecânicas.

Até hoje, esses passos têm sido realizados pelo Laboratório de forma manual, levando até duas horas e meia, tempo que deve ser reduzido para menos de 30 minutos com a automatização. O passo seguinte é o encaminhamento das amostras a um segundo equipamento, denominado “RT-PCR”, que identifica o vírus.

A capacidade de testagem continuará em cerca de 400 exames por dia, mas com o diagnósticos mais rápidos agilizarão os resultados. Atualmente, o Lacen consegue liberá-los em até dois dias para 90% dos casos.

A SES também recebeu um lote de 12 mil EPIs (equipamentos de proteção individual), doado pela AMB (Associação Brasileira de Medicina) por meio da Amrigs (Associação Médica do Rio Grande do Sul). O objetivo é contribuir para ações de prevenção e combate à pandemia de coronavírus.

Ao todo, são 4 mil máscaras do tipo “PFF2” e 8 mil unidades de luvas de nitrilo, distribuídos em 4 mil kits com uma máscara e um par de luvas em cada conjunto. O governador gaúcho Eduardo Leite exaltou a iniciativa:

“Essa doação é de grande importância e, sem dúvida, ajudará quem atua na linha-de-frente [contra a pandemia]. Para quem comanda a gestão pública, é especialmente reconfortante a certeza de que não estamos sozinhos e de que há mobilização, solidariedade e espírito coletivo na sociedade”.

Todos os itens recebidos serão a sua destinação definida com base em levantamento realizado pelas equipes do órgão e da SES que participam do Comitê de Logística e Abastecimento, vinculado ao Gabinete de Crise e voltado ao atendendo de demandas geradas pela pandemia.

(Marcello Campos)

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