Neste domingo (13), o Rio Grande do Sul registrou 3.955 novos casos de coronavírus e mais nove mortes provocadas pela doença, de acordo com o mais recente balanço epidemiológico divulgado pela SES (Secretaria Estadual da Saúde). Com isso, o contingente oficial de infectados gaúchos subiu para 376.590 em mais de nove meses de pandemia, ao passo que as mortes por Covid subiram para 7.587.
Ainda de acordo com o relatório, 348.918 habitantes do Estado já se recuperaram (com ou sem a apresentação de sintomas), o que representa 93% dos casos da doença, que desde o final de outubro atinge todos os 497 municípios do Rio Grande do Sul.
Os nove casos fatais de Covid mencionados pelo documento apresentam uma quantidade de vítimas bastante abaixo da média diária da última semana: desde a segunda-feira passada, foram respectivamente 52, 81, 73, 65, 61 e 65 óbitos.
Essa discrepância se deve ao fato de ser comum, nos domingos, uma defasagem no envio dos dados ao governo gaúcho por parte de hospitais e prefeituras – os números, porém, acabam sendo integralizados aos longo dos dias seguintes.
Confira, a seguir, o breve detalhamento das perdas humanas mais recentes, mencionadas por município de residência (em ordem alfabética), gênero (feminino ou masculino) e idade.
– Água Santa (mulher, 88 anos);
– Caxias do Sul (mulher, 88 anos);
– Fontoura Xavier (homem, 75 anos);
– Osório (homem, 82 anos);
– Pelotas (homem, 58 anos);
– Santa Cruz do Sul (homem, 84 anos);
– Santa Cruz do Sul (mulher, 63 anos);
– Vista Gaúcha (mulher, 77 anos);
– Xangri-lá (mulher, 79 anos).
Bandeiras pretas
Com bandeiras pretas (risco altíssimo para coronavírus) pela primeira vez no Rio Grande do Sul desde a adoção do sistema de distanciamento controlado, em maio, o mapa provisório da 32ª rodada do modelo recebeu cinco pedidos de reconsideração por parte de prefeituras e entidades regionais. A resposta deve ser publicada com a divulgação da configuração definitiva, nesta segunda-feira (14).
A piora nos indicadores referentes a novos casos de Covid e leitos hospitalares disponíveis resultaram na aplicação da bandeira mais severa nas regiões de Pelotas e Bagé, ao passo que a área de Cruz Alta recebeu classificação na cor laranja (risco médio) e as demais 18 ficaram em vermelho (risco alto).
A bandeira preta é a restrição máxima prevista no distanciamento controlado e significa que tanto a capacidade hospitalar quanto o contágio por coronavírus alcançaram níveis críticos na região. Vale lembrar que esse status não implica necessariamente na adoção de lockdown.
Caso a classificação para risco altíssimo se mantenha no mapa definitivo, a ser divulgado na tarde desta segunda-feira no site do governo do Estado, restrições mais rígidas serão aplicadas em ambas as regiões já a partir da terça-feira, com vigência de uma semana.
(Marcello Campos)
