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O segundo sumiço de Silvinho Pereira: citado por delator da Operação Lava-Jato como beneficiário de propina, ex-secretário-geral do PT desaparece, como no mensalão

Lobista e empresário Fernando Moura foi quem colocou Silvinho (imagem) no foco da Lava-Jato. (Foto: Filipe Araújo/AE)

De volta aos holofotes depois de ser citado na Operação Lava-Jato como beneficiário de propina, o ex-secretário-geral do PT Sílvio Pereira tenta, mais uma vez submergir, como fez na época do escândalo do mensalão. Silvinho, como é conhecido, fechou, no ano passado, o restaurante que mantinha em Osasco, na Região Metropolitana de São Paulo, e sua empresa de eventos. Não tem sido visto por amigos, e a família evita dar pistas sobre ele.

Foi o lobista e empresário Fernando Moura quem colocou Silvinho no foco da Lava-Jato. No dia 3 deste mês, Moura deu detalhes sobre como o ex-secretário-geral do PT atuava na Petrobras. Contou que uma vez pegou 600 mil reais em dinheiro na casa de Silvinho e que a quantia tinha sido entregue por uma fornecedora da estatal.

Em outro depoimento, o lobista relatou que o ex-secretário-geral da sigla recebia “um cala boca” de dois empreiteiros para não falar o que sabia sobre o esquema.

Ameaça

O ex-dirigente passou a ser visto como um risco dentro do PT, quando em 2006 revelou detalhes sobre o funcionamento do mensalão. Ele disse que o plano do operador Marcos Valério era arrecadar 1 bilhão de reais com negócios que envolviam pendências do governo e falou sobre o envolvimento da cúpula partidária nas irregularidades. A sigla montou, em seguida, uma operação para controlá-lo. (AG)

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