De volta aos holofotes depois de ser citado na Operação Lava-Jato como beneficiário de propina, o ex-secretário-geral do PT Sílvio Pereira tenta, mais uma vez submergir, como fez na época do escândalo do mensalão. Silvinho, como é conhecido, fechou, no ano passado, o restaurante que mantinha em Osasco, na Região Metropolitana de São Paulo, e sua empresa de eventos. Não tem sido visto por amigos, e a família evita dar pistas sobre ele.
Foi o lobista e empresário Fernando Moura quem colocou Silvinho no foco da Lava-Jato. No dia 3 deste mês, Moura deu detalhes sobre como o ex-secretário-geral do PT atuava na Petrobras. Contou que uma vez pegou 600 mil reais em dinheiro na casa de Silvinho e que a quantia tinha sido entregue por uma fornecedora da estatal.
Em outro depoimento, o lobista relatou que o ex-secretário-geral da sigla recebia “um cala boca” de dois empreiteiros para não falar o que sabia sobre o esquema.
Ameaça
O ex-dirigente passou a ser visto como um risco dentro do PT, quando em 2006 revelou detalhes sobre o funcionamento do mensalão. Ele disse que o plano do operador Marcos Valério era arrecadar 1 bilhão de reais com negócios que envolviam pendências do governo e falou sobre o envolvimento da cúpula partidária nas irregularidades. A sigla montou, em seguida, uma operação para controlá-lo. (AG)
