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O Superior Tribunal de Justiça julgará o recurso de Lula sobre a pena no caso triplex na terça-feira

Círculo próximo a Lula é formado por 3 assessores. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

O STJ marcou para a terça-feira, 26 de maio, a sessão de julgamento virtual dos embargos de declaração apresentados pela defesa de Lula para discutir a possibilidade de modificação do regime inicial de cumprimento da pena de oito anos e dez meses de reclusão a que ele foi condenado no caso do triplex do Guarujá (SP).

A pena, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, foi estabelecida pelo colegiado em abril do ano passado. Na mesma sessão, serão julgados embargos de declaração de outros réus da ação penal e pelo MPF. A sessão da Quinta Turma será por videoconferência.

Nas redes sociais

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva descartou uma aliança com os ex-candidato Ciro Gomes (PDT-CE) e Marina Silva (Rede-AC) nas eleições de 2022. Por meio da redes sociais, o petista afirmou que “cada um vai tocar seu projeto”.

“A Marina escolheu outro caminho. Que Deus a abençoe. O Ciro decidiu que quer o voto de quem odeia o PT. Que vá com Deus. Se for possível construir um projeto para reconquistar a democracia, tamo junto. Mas na eleição cada um vai tocar seu projeto”, escreveu Lula.

O comentário do ex-presidente foi uma resposta a Ciro e Marina, que recentemente afirmaram que não têm interesse em fazer aliança com o ex-presidente e com o PT.

Na reunião ministerial

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que a economia brasileira não vai crescer com base em gastos públicos, dizendo que esse foi o caminho adotado pelos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff (ambos do PT), e que “o Brasil quebrou por isso”. “O caminho desenvolvimentista foi seguido, o Brasil quebrou por isso, o Brasil estagnou. A política foi corrompida, a economia estagnou através do excesso de gastos públicos”, afirmou. “Todo o discurso é conhecido: ‘acabar com as desigualdades regionais’. É bonito isso, mas isso é o que o Lula, o que a Dilma estão fazendo há 30 anos Se a gente quiser acabar igual à Dilma, a gente segue esse caminho.”

As declarações foram feitas durante a reunião de ministros com o presidente da República, Jair Bolsonaro, no dia 22 de abril. O STF (Supremo Tribunal Federal) liberou a divulgação do vídeo da reunião. A publicidade da gravação foi pedida pelo ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, como prova de que Bolsonaro teria tentado interferir politicamente na cúpula da Polícia Federal. “Não vamos nos iludir. A retomada do crescimento vem pelos investimentos privados, pelo turismo, pela abertura da economia, pelas reformas. Nós já estávamos crescendo”, disse o ministro.

Segundo Guedes, se o governo federal se afastasse do “caminho desenvolvimentista” e reequilibrasse as contas, contendo o excesso de gastos públicos, as chances de reeleição de Jair Bolsonaro em 2022 seriam maiores. “Nós temos que tomar cuidado e reequilibrar as coisas. Não pode ministro, para querer ter um papel preponderante este ano, destruir a candidatura do presidente, que vai ser reeleito se nós seguirmos o plano das reformas estruturantes originais”, disse.

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