Pacientes acima de 5 anos que vivem com HIV/Aids, têm câncer ou que fizeram transplante terão direito de serem vacinados no SUS (Sistema Único de Saúde) com a vacina Pneumocócica Conjugada 13-valente. A medida foi publicada no Diário Oficial da União e entrará em vigor em até 180 dias. Com a mudança, pacientes com essas características passam a ter acesso a três tipos de vacinas pneumocócicas. Nos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE), voltadas para pessoas com essas características, estão disponíveis atualmente as vacinas pneumocócica polissacarídica 23 valente e a vacina pneumocócica conjugada 10 valente. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo e do Ministério da Saúde.
O esquema ofertado para esses pacientes é diferente do que o disponibilizado para população em geral. No Calendário Nacional de Vacinação é oferecida a vacina pneumocócica 10-valente para crianças menores de cinco anos. A recomendação vacinal diferenciada se explica. De acordo com o Ministério da Saúde, essa população é considerada de risco gravíssimo para a doença.
A inclusão da Pneumocócica Conjugada 13-valente é discutida pela Comissão Nacional de Incorporação de Novas Tecnologias (Conitec) ao SUS desde maio de 2018. Cada dose do imunizante, produzido pela Pfizer, custará ao governo R$ 58,8.
Mulheres no SUS
Neste Dia Internacional da Mulheres, 8 de março, o Ministério da Saúde reforça a todas as mulheres que o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atendimento integral, desde a infância até a fase adulta, nas mais de 42 mil Unidades Básicas de Saúde (UBS) e nos serviços especializados, disponíveis em todas as regiões do país. No âmbito da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher, a pasta juntamente com estados e municípios tem trabalhado as políticas públicas prioritárias de fortalecimento da saúde sexual e reprodutiva; atenção obstétrica; atenção às mulheres em situação de violência; atenção oncológica; atenção ginecológica e climatério; e populações específicas e vulnerabilizadas.
A partir da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher são ofertadas ações educativas a vacinas; do planejamento reprodutivo a disponibilização dos métodos contraceptivos; do pré-natal, parto ao puerpério; do incentivo a hábitos saudáveis aos exames preventivos; dos cuidados da saúde da adolescente aos cuidados à saúde da mulher idosa.
Muitos dos atendimentos começam logo no nascimento da mulher e prosseguem a partir da imunização. O SUS, por meio do Programa Nacional de Imunização, oferta gratuitamente todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O Calendário Nacional de Vacinação contempla não só as crianças, mas também adolescentes, adultos, idosos, gestantes e povos indígenas. Ao todo, são 19 vacinas para mais de 20 doenças, cuja proteção inicia ainda nos recém-nascidos, podendo se estender por toda a vida. São vacinas contra doenças, como o câncer de colo de útero (HPV) para adolescentes e a DTPA para gestantes.
Há ainda os Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIEs), que disponibilizam vacinas às pessoas com condições especiais em saúde, como as que vivem com HIV/AIDS, pacientes oncológicos e transplantados.
A maior parte dos atendimentos, na rede pública, iniciam na Atenção Básica, nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Na consulta, se necessário, o médico solicita exames laboratoriais e de imagem, que também são ofertados pelo SUS. Após avaliação médica dos resultados, a paciente pode ou não ser encaminhada para atendimento especializado na rede pública. Os encaminhamentos também podem ser medicamentosos e voltados à promoção da saúde, com orientações de reeducação alimentar, incentivo à prática de atividades físicas, por meio dos 1.335 polos da Academia da Saúde, direcionamento para uma das 29 Práticas Integrativas e Complementares (PICs) ofertadas no SUS, entre outros.
