Após a confirmação dos quatro primeiros casos de coronavírus no país, o governo uruguaio declarou emergência sanitária em todo seu território e anunciou o fechamento parcial de suas fronteiras na noite desta sexta-feira (13).
Segundo o presidente Luis Lacalle Pou, qualquer passageiro que chegar de um país considerado de risco terá obrigatoriamente que ficar de quarentena – a lista atualmente inclui China, Coreia do Sul, Japão, Singapura, Irã, Itália, França e Alemanha, mas pode ser atualizada a qualquer momento.
Além disso, o desembarque de cruzeiros está proibido e todos os espetáculos públicos foram cancelados. Mais cedo, o país havia confirmado os quatro primeiros casos de Covid-19.
“O isolamento é obrigatório por lei”, enfatizou Lacalle Pou, segundo o jornal “El País”. O controle de presença no ensino público e privado também ficará suspenso.
“Estamos diante de uma situação complexa. Apelamos à sabedoria e à maturidade do povo uruguaio para saber confrontá-la”, acrescentou o presidente.
Colômbia fecha fronteira com Venezuela
O presidente colombiano, Iván Duque, anunciou na noite de sexta-feira (13) o fechamento da fronteira com a Venezuela.
Horas antes, o ditador venezuelano, Nicolás Maduro, havia decretado estado de emergência para combater o coronavírus.
A Colômbia já hospeda aproximadamente 1,4 milhão de venezuelanos, que fogem da crise humanitária e do colapso econômico.
A fronteira entre os dois países sul-americanos tem sido aberta e fechada em diferentes momentos de crise ao longo dos últimos anos.
Países da Europa fecham fronteiras
Noruega, Dinamarca, Polônia e Chipre anunciaram na sexta que fecharão suas fronteiras a todos os estrangeiros, elevando a oito o número de países que adotaram o isolamento extremo como forma de combater a pandemia de coronavírus.
Itália e Eslováquia estão em quarentena, com restrições a mobilidade mesmo dentro do país, e República Tcheca e Ucrânia já haviam tomado a medida mais cedo.
As medidas acompanham a expansão da doença pelo continente: a OMS anunciou na sexta que é a Europa, e não mais a Ásia, o epicentro da pandemia global.
