O uso de máscara passará a ser obrigatório nas ruas e nos estabelecimentos comerciais considerados essenciais de Belo Horizonte a partir da próxima quarta-feira (22), e por tempo indeterminado, segundo decreto publicado na noite de quinta (16), pelo prefeito da capital, Alexandre Kalil (PSD). Os estabelecimentos que não exigirem o cumprimento da regra podem ter o alvará de funcionamento suspenso. Quanto à população que for flagrada sem máscaras nas ruas, a guarda municipal fará um “convite”, segundo a prefeitura, para que retornem para casa.
Em relação à população de rua, o governo municipal informou que fará a recomendação para que sigam para abrigos oferecidos pela prefeitura. Na segunda-feira (13), o prefeito afirmou que máscaras serão oferecidas à população menos favorecida da capital. O decreto determina ainda que, nos supermercados, poderá transitar apenas um adulto por carrinho ou cesta de compras, e que a entrada deverá ser controlada por senha ou cartão numerado. A prefeitura afirma que o espaço deve ser de 13 metros quadrados por pessoa por área de venda.
Também na quinta, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais aprovou, em votação remota, projeto de lei no mesmo sentido do decreto da prefeitura, obrigando o uso de máscaras, mas para “profissionais que prestam atendimento ao público em órgãos e entidades públicos, nos sistemas penitenciário e socioeducativo, nos estabelecimentos comerciais, industriais, bancários, rodoviários e metroviários, nas instituições de acolhimento de idosos, nas lotéricas e nos serviços de transporte público e privado de passageiros de competência estadual”.
O boletim da Secretaria de Estado de Saúde divulgado nesta sexta-feira (17), registra 35 mortes pelo novo coronavírus em Minas Gerais, duas a mais que o levantamento do dia anterior. O número de casos suspeitos é de 72.860, contra 70.003 anunciados na quinta. Já os casos confirmados somam 1.021, ante 958 do relatório anterior. O maior número de mortes ocorreu em Belo Horizonte, foram oito. A capital tem 398 casos confirmados. Em seguida em número de mortes está Uberlândia, no Triângulo Mineiro, com quatro e 62 casos confirmados.
