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O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, reconhece a instabilidade no governo mas diz que não existem ameaças à democracia

A declaração foi dada em uma palestra a empresários promovida pela Federação das Indústrias de Santa Catarina. (Foto: Divulgação/Fiesc)

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, reconheceu instabilidade no governo federal e culpou a divulgação de vídeos e o calor das redes sociais, mas defendeu que não existem ameaças à democracia. A declaração foi dada em uma palestra a empresários promovida pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) em Florianópolis nesta sexta-feira (28). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

“Mais uma vez, eu destaco que os mares não estão tranquilos, né. Os mares não estão tranquilos porque vídeos são divulgados, redes sociais se incandescem, as pessoas, muitas vezes, não raciocinam sobre aquilo que estão escrevendo e estão discutindo, emoções são colocadas à flor da pele e parece que nós vivemos num eterno turbilhão. E esse eterno turbilhão tem que ser superado”, afirmou Mourão.

Na sequência, o vice-presidente da República defendeu superar a turbulência com clareza, determinação e paciência e fez questão de reforçar que o governo não atenta contra a democracia.

“Fazer do Brasil a mais vibrante e mais próspera – e aí eu quero deixar muito claro – democracia liberal do hemisfério sul. Aqui ninguém está atentando contra a democracia. Isso tem que ficar muito claro.”

Na quarta-feira, Mourão afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo que “estão fazendo tempestade em copo d’água”, ao se referir à crise provocada após o presidente Jair Bolsonaro compartilhar vídeos por sua conta pessoal no WhatsApp convocando a população a atos em defesa do governo e críticos ao Congresso Nacional. O vice-presidente minimizou dizendo que o vídeo não foi veiculado publicamente por Bolsonaro e que protestos fazem parte da democracia.

Programa de Parcerias

Na palestra na Fiesc, Mourão também destacou a importância do Programa de Parcerias para Investimentos (PPI), do governo federal, que, segundo ele, adota máximo rigor técnico, previsibilidade e transparência. “A realidade é uma só. Nosso orçamento não tem espaço para investir o que precisamos. Então precisamos do privado. Qual o ponto chave de uma concessão? É o contrato bem feito que leva à segurança jurídica e ao bom ambiente de negócios. Esse é o pacote que a equipe do PPI vem se debruçando para avançar”, declarou.

O vice-presidente disse ainda que os pontos focais do governo para retomar o crescimento econômico são o equilíbrio fiscal, o aumento da produtividade, segurança pública e cidadania. Para alcançar o equilíbrio fiscal, ele salientou a importância de ajustar as contas públicas, que começou com a aprovação da reforma da previdência. Mas há outros fatores que são cruciais para isso, como a desvinculação do orçamento, a modernização do estado e as privatizações.

Mourão defendeu ainda a melhoria da produtividade, que, na opinião dele, passa pela elevação da qualidade da educação. A reforma tributária também foi outro destaque. “É consenso. O governo hoje julga que é melhor o Congresso Nacional discutir as propostas que tramitam e o Executivo pode contribuir com propostas. Mas temos que avançar nesse assunto esse ano. Temos que simplificar o sistema tributário que custa R$ 75 bilhões por ano para governo e empresas. A reforma está na ordem do dia e acredito que o Congresso vai nos entregar isso esse ano”, afirmou.

 

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