Patrono da 70ª edição da Feira do Livro de Porto Alegre, Sérgio Faraco participará de quatro atividades especiais ao longo do evento — que começa nesta sexta, 1º de novembro, na Praça da Alfândega, no Centro Histórico. No sábado (2), uma oficina ministrada pela professora e crítica literária gaúcha Léa Masina celebra a obra e a representatividade de Faraco. Já no domingo (3), o homenageado convida Masina e Sergius Gonzaga, escritor e professor de literatura da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), para um bate-papo sobre sua carreira e produção literária, oferecendo ao público uma visão íntima e particular do seu processo criativo.
Prolífico tradutor da literatura latino-americana, notadamente a uruguaia, Faraco participa no dia 14 de mesa com a professora e pesquisadora Andrea Kahmann e com o tradutor Sérgio Karam. A conversa pretende abordar a atuação do patrono como escritor-tradutor e iniciador de diversos projetos de tradução e antologização, destacando seu papel para a renovação do sistema literário gaúcho e brasileiro por meio da importação de modelos, temas e ideias.
O documentário Mario Arregui & Sergio Faraco – amizade sem fronteiras, dirigido por Rafael Valles e com locuções de Nelson Diniz e Roberto Carnaghi, será exibido no dia 19 de novembro, no Auditório Barbosa Lessa – Espaço Força e Luz, às 17h30. O filme trata do processo de tradução dos contos do escritor uruguaio Mario Arregui — realizado por Faraco —, além de falar sobre a profunda amizade entre eles, ao longo das cartas que trocaram nos anos 1980. Após a projeção, será realizado um bate-papo com Faraco e com Valles.
Marcada pela retomada do setor livreiro, fortemente impactado pela enchente que atingiu o Rio Grande do Sul em maio deste ano, a Feira do Livro acontece até o dia 20 de novembro, na Praça da Alfândega. Todas as atividades da Feira são gratuitas.
Confira as atividades do patrono:
- 2/11 – Oficina Homenagem – Sergio Faraco: um escritor universal e necessário, com Léa Masina
A obra literária de Sérgio Faraco, sua representatividade no conjunto da literatura gaúcha e da brasileira. A qualidade literária de contos, crônicas e ensaios. A tradução dos autores sul-americanos: um regionalismo peculiar. O memorialismo ressuscitado e a importância literária e histórica de Digno é o cordeiro.
Onde: Auditório Barbosa Lessa – Espaço Força e Luz – Rua dos Andradas, 1223 Hora: 14h
- 3/11 – Sergio Faraco: trajetória e obra literária, com Sergio Faraco, Léa Masina e Sergius Gonzaga
O Patrono da Feira do Livro, Sérgio Faraco, convida os amigos para uma conversa descontraída sobre sua carreira e produção literária. Suas influências, desafios e a paixão que guia sua obra, oferecendo ao público uma visão íntima de seu processo criativo.
Onde: Sala Noé de Mello Freitas – Espaço Força e Luz – Rua dos Andradas, 1223 Hora: 16h30
- 14/11 – Sergio Faraco, escritor-tradutor, com Andrea Kahmann e Sergio Karam
Para além de sua celebrada trajetória de escritor, Sergio Faraco é um prolífico tradutor da literatura latino-americana, notadamente a uruguaia. Esta mesa propõe discutir sua atuação como escritor-tradutor e iniciador de diversos projetos de tradução e antologização, destacando seu papel para a renovação do sistema literário gaúcho e brasileiro por meio da importação de modelos, temas e ideias.
Onde: Sala O Retrato – Espaço Força e Luz – Rua dos Andradas, 1223 Hora: 14h
- 19/11 – Documentário Mario Arregui & Sergio Faraco – amizade sem fronteiras, com Sergio Faraco e Rafael Valles
Dirigido por Rafael Valles, com locuções de Nelson Diniz e Roberto Carnaghi, o filme aborda o processo de tradução dos contos do escritor uruguaio Mario Arregui – realizado por Sergio Faraco –, assim como a profunda amizade entre eles, ao longo das cartas que mantiveram entre 1981 a 1985. Após a projeção do filme, será realizado um bate-papo com Sergio Faraco e Rafael Valles.
Onde: Auditório Barbosa Lessa – Espaço Força e Luz – Rua dos Andradas, 1223 Hora: 17h30
Quem é Sérgio Faraco
Nascido em Alegrete, em 1940, viveu por dois anos na União Soviética entre 1963 e 1965, quando cursou o Instituto Internacional de Ciências Sociais, em Moscou. O escritor também é formado em Direito. Ao longo da sua trajetória literária, Faraco acumula prêmios e reconhecimentos pelos seus contos, memórias, crônicas e obras de ficção. Em 1988, com a obra A dama do Bar Nevada, conquistou o Prêmio Galeão Coutinho, reconhecido pela União Brasileira de Escritores como o melhor volume de contos lançado no Brasil no ano anterior. Alguns anos depois, em 1994, com A lua com sede, recebeu o Prêmio Henrique Bertaso de melhor livro de crônicas. Nos anos de 1995, 1996 e 2001, foi agraciado com o Prêmio Açorianos de Literatura, principal premiação cultural da capital gaúcha. Em 2008 recebeu a Medalha Cidade de Porto Alegre, como homenagem da prefeitura da capital.
