As obras de proteção contra cheias entre os bairros Anchieta e Sarandi, na Zona Norte de Porto Alegre, alcançaram 30% de conclusão. O balanço, divulgado pelo Dmae (Departamento Municipal de Água e Esgotos) nesta quarta-feira (15), considera as etapas executadas desde o início das intervenções, em 26 de junho.
Com investimento de R$ 47 milhões, o projeto prevê a implantação de barreiras de proteção nos pontos de encontro do rio Gravataí com os arroios Passo das Pedras e Areia. As intervenções impedirão o avanço das águas para a área dos pôlderes 7 e 8 durante eventuais episódios de cheia. O termo pôlder é utilizado para designar áreas protegidas por diques e sistemas artificiais de drenagem.
No arroio Passo das Pedras, as equipes atuam na construção de um novo dique com 100 metros de extensão. O curso d’água foi temporariamente desviado para viabilizar as intervenções.
“As obras avançam em ritmo acelerado. Nos últimos dias, atuamos na concretagem da fundação que receberá quatro linhas de galerias, cada uma com 45 metros de extensão. Essa é uma das etapas mais importantes do projeto e permitirá o avanço das próximas fases”, afirmou o diretor-presidente do Dmae, Vicente Perrone.
Após a conclusão da nova estrutura, o arroio voltará ao seu leito original, passando pelo interior das galerias. Em caso de necessidade, comportas impedirão o avanço das águas do rio Gravataí para a área protegida.
Arroio Areia
Paralelamente às obras no Passo das Pedras, o consórcio responsável pela execução do projeto fabrica as comportas que integrarão o sistema móvel de fechamento das galerias entre o arroio Areia e o rio Gravataí.
Também está em andamento a aquisição dos geradores, eletrocentros e bombas flutuantes de alta capacidade previstos no projeto. Conforme estudo elaborado pelo Dmae em parceria com consultores especializados, a obra não terá impacto negativo relevante nos municípios vizinhos à Capital.
Pôlderes 7 e 8
Anunciadas em entrevista coletiva no fim de abril, as intervenções garantirão proteção à área dos pôlderes 7 e 8, incluindo o entorno do Aeroporto Internacional Salgado Filho.
Na prática, a iniciativa antecipa a primeira etapa do projeto de proteção da bacia do rio Gravataí, liderado pelo governo do Estado. A prefeitura estuda alternativas para a região desde 2025, com o objetivo de acelerar medidas capazes de ampliar a proteção da Capital em caso de novas cheias.
Novo projeto
O Dmae também propôs aos governos estadual e federal uma mudança na concepção das próximas etapas do projeto para os pôlderes 7 e 8. Se aprovada, a proposta incluirá a construção de uma grande bacia de amortecimento permanente e de duas novas Estações de Bombeamento de Águas Pluviais.
