A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento (OCDE) publicou nesta semana projeções atualizadas sobre sua expectativa de crescimento para os países do G20. A previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil não foi alterada e ainda é de 1,8% em 2024 e 2,0% em 2025, tal qual na última estimativa, publicada em novembro de 2023.
Segundo a análise, os efeitos da política monetária mais restritiva nas maiores economias do mundo devem reduzir o crescimento do PIB global para 2,9% em 2024 e em 3,0% em 2025, porém, a melhora das condições financeiras recentemente fizeram a organização aumentar sua projeção para este ano em 0,20 ponto porcentual.
A OCDE pontuou também que as despesas de famílias americanas e o mercado de trabalho resiliente sustentaram uma elevação na expectativa de crescimento do PIB dos EUA em 0,60 ponto porcentual neste ano. Agora, a economia americana deve crescer 2,1% em 2024 e 1,7% em 2025.
Do outro lado do Atlântico, a projeção para a economia da zona do euro foi puxada para baixo, conduzida principalmente por uma queda na economia alemã. O PIB da zona do euro deve crescer 0,6% neste ano, ante 0,9% previsto pela OCDE em novembro de 2023. Enquanto isso, a expectativa para a economia chinesa ainda é desacelerar a 4,7% em 2024 e 4,2% no próximo ano.
A previsão da OCDE agora é que a inflação da maioria dos países do G20 retorne à meta até o fim de 2025, caindo de 6,6% em 2024 para 3,8% em 2025, com o núcleo da inflação diminuindo para 2,5% em 2024 e 2,1% em 2025. Porém, segundo o documento, ainda é cedo para ter certeza de que a pressão sobre preços está totalmente contida nas maiores economias, visto que os custos de trabalho continuam acima do desejável.
Boletim Focus
Em outra frente, as previsões do mercado financeiro para os principais indicadores econômicos em 2024 ficaram estáveis, de acordo com a edição do Boletim Focus, divulgado na terça-feira (6), em Brasília. A pesquisa – realizada com economistas – é divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC).
Para este ano, a expectativa para o crescimento da economia permaneceu em 1,6%. Já para 2025, o Produto Interno Bruto (PIB – a soma dos bens e serviços produzidos no país – deve ficar em 2%. Para 2025 e 2026, o mercado financeiro também projeta expansão do PIB em 2%, para os dois anos.
Superando as projeções, no terceiro trimestre do ano passado a economia brasileira cresceu 0,1%, na comparação com o segundo trimestre de 2023, de acordo com o IBGE. Entre janeiro e setembro, a alta acumulada foi de 3,2%.
Com o resultado, o PIB está novamente no maior patamar da série histórica, ficando 7,2% acima do nível de antes da pandemia, registrado nos três últimos meses de 2019. Os dados do quarto trimestre de 2023, com o consolidado do ano, serão divulgados pelo IBGE em 1º de março.
No caso do dólar, a previsão de cotação está em R$ 4,92 para o fim deste ano. No fim de 2025, a previsão é que a moeda americana fique em R$ 5. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo e da Agência Brasil.
